BNDES injeta R$ 1,0 bilhão diário na economia

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O valor foi aplicado em projetos relevantes de desenvolvimento, de modernização e em equilíbrio ambiental. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

R$ 366,1 bilhões. Esta foi a cifra injetada na economia brasileira em 2025 pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o que significou R$ 1,0 bilhão em investimentos por dia. Deste total, R$ 169,7 bilhões foram efetivamente liberados, 27% acima dos desembolsos do ano anterior. O valor foi aplicado em projetos relevantes de desenvolvimento, de modernização e em equilíbrio ambiental.

Neste ano, somente de janeiro a março, os desembolsos do BNDES atingiram R$ 36,2 bilhões direcionados à indústria (R$ 8 bilhões); infraestrutura (R$ 13,4 bilhões); agropecuária (R$ 9,1 bilhões) e serviços (R$ 5,7 bilhões). No primeiro trimestre, o Nordeste respondeu por menos de 10% do total, puxado pela Bahia (4%), Ceará (1,3%), Rio Grande do Norte (1,2%), Pernambuco (1,1%). Em âmbito nacional, a liderança é de São Paulo (19%), seguido pelo RS (17%), Paraná (11%), Minas Gerais (9%) e Santa Catarina (7,3%).

A maior instituição de fomento do país vai conseguir manter a média diária de R$ 1,0 bilhão no atual exercício? Projetos não faltam. Por questões de legislação, em período eleitoral, o Banco não pode fazer projeções. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante (foto), costuma classificar o impacto de R$ 1 bilhão de fomento por dia como “contribuição fantástica”, que permite investimento, inovação, modernização e descarbonização da economia.

Aloizio Mercadante, presidente do BNDES. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Dentre os setores impulsionados pelas aprovações de crédito, a liderança é de atividades ligadas à infraestrutura, que receberam R$ 71,4 bilhões. Na sequência aparece a indústria, com R$ 71 bilhões, à frente da agropecuária (R$ 54,3 bilhões) e comércio e serviços (R$ 41,2 bilhões). Dos quatro setores, o que apresentou maior expansão na concessão de crédito na comparação com 2024 foi a indústria, com salto de 35%.

Região Nordeste

Segundo fontes oficiais do BNDES, do total aprovado para a região Nordeste, R$ 2,2 bilhões foram destinados a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), atendidas por meio das instituições financeiras parceiras do BNDES – que hoje cobrem mais de 90% dos municípios brasileiros. As aprovações do BNDES para o Nordeste cresceram 98,3% no primeiro trimestre de 2026, totalizando R$ 3,38 bilhões, resultado apresentado em julho pela diretora de Crédito Digital para Micro, Pequenas e Médias Empresas do BNDES, Maria Fernanda Coelho.

Maria Fernanda Coelho, diretora de Crédito Digital para Micro, Pequenas e Médias Empresas do BNDES. (Foto: Fabrício Menicucci)

O dado foi apresentado durante o evento “Nordeste em Pauta – Resultados e perspectivas da região que mais cresce no país”, realizado em Brasília. O resultado, segundo ela, se deve às linhas incentivadas, como o Mais Inovação e o Fundo Clima, e às condições de juros mais vantajosas para quem toma crédito na região. Também apontou o treinamento e reativação do relacionamento com bancos parceiros, como o Banco do Nordeste (BNB), que já acumula mais de R$ 800 milhões em repasses.

Os demais recursos contemplaram diferentes eixos econômicos: Infraestrutura (R$ 1,35 bilhão), Comércio e Serviços (R$ 838,3 milhões), Agropecuária (R$ 650,2 milhões) e Indústria (R$ 560,8 milhões). Os custos e taxas praticadas variam de acordo com as linhas de crédito acessadas pelos clientes.

Conforme dados disponíveis nas estatísticas de desempenho do Portal de Transparência do governo, no Brasil, metade (ou exatos 50,1%) do desembolso do BNDES nos três primeiros meses beneficiou 18.158 grandes empresas. A outra metade foi destinada a financiamentos envolvendo as empresas de médio porte (25,1%), as pequenas empresas (17,7%) e as microempresas (7.2%).

Criado no segundo governo de Getúlio Vargas, em 1952, quando faltavam estradas e energia, o BNDES nasceu como um motor financeiro para financiar grandes obras de infraestrutura e indústrias. Atualmente, o banco empresta dinheiro a juros mais baixos. Trata-se de recursos originados, principalmente, do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e de outras fontes como Tesouro Nacional, fundos e captações externas e internas, além de operações compromissadas e patrimônio líquido.

Principais programas de apoio:

  • BNDES Crédito PMEs
  • BNDES Crédito Serviços 4.0
  • Cartão BNDES
  • BNDES Finem Crédito para projetos diretos
  • BNDES Finame – financiamento de máquinas e equipamentos
  • BNDES Microcrédito – Condições ao Microempreendedor
  • BNDES Automático – Projeto de Investimento
  • BNDES Crédito Direto a Médias empresas
  • Inovagro – Programa de Incentivo à Modernização e à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária
  • Programa BNDES Investimentos Públicos de Impacto – BNDES Invest Impacto

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