O plenário do Senado aprovou no sistema pedagógico nacional a inclusão de item temático de educação financeira nas grades de ensino fundamental e médio.
A partir disso, a metodologia programática ingressará no circuito com tema transversal e integrador nos currículos de estudos.
Segundo o projeto de lei da matéria – 2.979/2023 – as escolas viabilizarão a integração do ativo educacional de finanças em diferentes disciplinas.
Além do mais o propósito é promover uma abordagem mais prática, no sentido de contextualizar os pilares da educação financeira.
Agora, como o texto da proposta recebeu mudanças, a pauta retorna para apreciação na Câmara dos Deputados.
Atualmente, a casa legislativa se encontra no momento em recesso, e retornará às atividades em agosto. As mudanças efetivaram através da sanção do texto alternativo da senadora Teresa Leitão (PT).
A parlamentar relata que a intenção perpassa em compreender a realidade conjuntural do país no aspecto de ensejar ação focalizada em políticas educacionais.
“De modo a incorporar, simbólica e afirmativamente, temas que se harmonizam ao necessário desenvolvimento integral do educando”, afirma.
A relatora ampliou o texto original para incluir a promoção do ensino ao que concerne à educação fiscal, previdenciária e securitária por parte do poder público.
Escolas de Minas Gerais já implementam educação financeira
As escolas mineiras dos municípios de Sabará e Ibirité implementam desde maio deste ano nos respectivos currículos escolares o ensino de educação financeira.
Inclusive, o programa possui até uma denominação: Bemi: Educação Financeira nas Escolas.
A proposta visa incorporar o conteúdo de educação financeira às atividades pedagógicas de forma flexível e interdisciplinar, pleiteando compreender a realidade e o planejamento de cada turma.
Ao passo que as atividades estão sendo desenvolvidas desde maio com duração até novembro. As aulas terão suporte de material didático elaborado especialmente para o projeto.
A princípio, a iniciativa é um projeto do Instituto Marina e Flávio Guimarães (IMFG) o qual conta com apoio das administrações municipais.
Como resultado, a diretora-executiva do IFMG, Rosana Aguiar, reforça que o panorama fomenta autonomia, senso crítico, capacidade de escolha e visão de futuro no ramo da educação financeira.
“Quando esse aprendizado começa na infância, pode transformar a relação das crianças com o consumo e o planejamento, além de influenciar positivamente famílias e comunidades”, pontua.
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