Indústria brasileira propõe nova agenda econômica com os EUA

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CNI apresenta agenda com mais de 30 medidas para ampliar parceria Brasil-EUA em comércio, energia, inteligência artificial e indústria. (Foto: Magnific)

A parceria Brasil-EUA entrou no centro da agenda industrial brasileira após a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgar, nesta segunda-feira (11), um pacote com mais de 30 medidas estratégicas para ampliar a cooperação econômica entre os dois países.


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O documento será debatido durante o Brasil U.S. Industry Day, em Nova York, com participação de representantes do setor público e privado. A proposta busca ampliar investimentos, integração produtiva e acordos regulatórios em áreas industriais e tecnológicas.

Comércio e investimentos

Os Estados Unidos são hoje o principal destino das exportações industriais brasileiras e o maior investidor estrangeiro no país. Nesse contexto, a CNI defende a eliminação de barreiras tarifárias e não tarifárias, além da modernização aduaneira e digitalização de processos para facilitar o comércio bilateral.

Entre as propostas, a entidade também sugere um acordo para evitar dupla tributação (ADT), harmonização de regras de propriedade intelectual e fortalecimento dos mecanismos de proteção a investimentos.

Energia, IA e minerais críticos

A agenda inclui medidas voltadas à transição energética e à indústria de baixo carbono. A CNI propõe ampliar parcerias em hidrogênio de baixa emissão, biocombustíveis e captura de carbono (CCUS), além de expandir linhas de financiamento para projetos de resiliência energética.

Na área de inteligência artificial, saúde e inovação, o documento prevê cooperação entre empresas, universidades e centros de pesquisa, além da aproximação entre Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Food and Drug Administration (FDA).

Defesa e capital humano

A agenda também prevê integração em setores de uso dual, com aplicações civis e militares, como drones, biotecnologia, segurança cibernética e sistemas autônomos. Além disso, a CNI propõe ampliar intercâmbios acadêmicos e criar centros binacionais voltados à formação em IA, computação quântica e materiais avançados.

Segundo a entidade, o objetivo é consolidar um plano bilateral permanente, com metas e acompanhamento conjunto entre governos e setor produtivo.

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