Minuto Mercado | 20 de abril de 2026

mercado financeiro e bolsa
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Os mercados iniciam a semana sob forte pressão com a ruptura do cessar-fogo entre EUA e Irã. O petróleo Brent dispara 6% a US$ 95,89, revertendo parte da queda de 9% de sexta-feira, após o Irã fechar novamente o Estreito de Ormuz e rejeitar uma nova rodada de negociações. Os futuros de Wall Street recuam com força: Dow Jones cai 0,58%, S&P 500 recua 0,51% e Nasdaq 100 perde 0,47%, enquanto o índice de volatilidade CBOE (VIX) sobe para 19,47, maior patamar em uma semana.  


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A incerteza geopolítica também eleva o rendimento dos Treasuries de 10 anos para 4,276% (+2,6 bps), com investidores migrando para ativos de proteção. O dólar índice sobe 0,15% a 98,349, enquanto o ouro recua 0,46% a US$ 4.808,92, movimento atípico que indica realização de lucros após a recente alta. A combinação de guerra e energia cara mantém o ambiente volátil, com o mercado atento aos desdobramentos das negociações mediadas pelo Paquistão para uma trégua.  

O que mexe com o mercado  

Petróleo dispara com fechamento de Ormuz

O Brent sobe 6,10% a US$ 95,89, e o WTI avança 7,49% a US$ 90,13, após o Irã reimpor o bloqueio e os EUA apreenderem um navio iraniano. A oferta global sofre com a paralisação de 10–11 milhões de barris por dia, pressionando cadeias produtivas e inflação mundial.  

BCE adia decisão sobre juros com guerra no radar  

A presidente do BCE, Christine Lagarde, afirma que o conflito gera “dupla incerteza” e que o banco precisa de mais dados antes de definir a política monetária. O mercado passa a precificar uma alta de juros para junho, com a taxa básica devendo chegar a pelo menos 2,5% até o fim do ano.  

Banco do Japão não deve subir juros em abril  

Fontes da Reuters indicam que o BoJ provavelmente manterá os juros em 0,75% na reunião da próxima semana, diante da incerteza no Oriente Médio. O banco, no entanto, pode elevar suas projeções de crescimento e inflação para o ano fiscal de 2026.  

Focus eleva projeções de inflação e Selic no Brasil 

O boletim Focus divulgado nesta segunda-feira mostra que a expectativa para o IPCA de 2026 subiu para 4,80%, acima do teto da meta, enquanto a previsão para a Selic ao fim do ano avançou de 12,50% para 13,00%. O movimento reflete o impacto da guerra na energia e nos preços domésticos.  

Dólar opera estável, mas Ibovespa sente aversão a risco

O dólar comercial abriu em leve baixa de 0,05%, a R$ 4,9808, mostrando resiliência. Já o Ibovespa recua 0,15% aos 195.527 pontos, pressionado pelo exterior, mas sustentado por Petrobras (+1,3%) e Braskem (+3%).  

Brasil no radar  

O mercado brasileiro abre a semana com liquidez reduzida antes do feriado de Tiradentes na terça-feira (21). O Ibovespa oscila sem direção definida, com investidores aguardando os desdobramentos geopolíticos. A Petrobras sobe mais de 1%, beneficiada pela alta do petróleo, enquanto a Braskem avança cerca de 3% com a assinatura do contrato de venda do controle ao fundo Shine. Os juros futuros avançam em toda a curva, refletindo o risco inflacionário global e a alta dos Treasuries, o que reduz o espaço para cortes da Selic no curto prazo.  

Fechamento — 17 de abril de 2026  

Dow Jones: +1,79% (49.447,43)  

S&P 500: +1,20% (7.126,06)  

Nasdaq: +1,52% (24.468,48)  

Stoxx Europe 600: +1,56% (626,58)  

Ibovespa: -0,55% (195.733,51)

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