FIDCs atingem índice recorde na série histórica no 1º trimestre de 2026

FIDCs
Somente em fevereiro, os fundos de investimentos alcançaram cifras de aquisição líquida equivalentes a R$ 221 milhões. (Foto: Envato Elements)

No primeiro trimestre deste ano, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios, os FIDCs, captaram na movimentação financeira a quantia de R$ 21,9 bilhões, índice recorde na série histórica. Somente no mês de fevereiro, a aquisição líquida alcançou R$ 221 milhões.


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Os dados são um levantamento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a qual apontaram que em 2025, o segmento estabeleceu também emissões recordes de R$ 838,8 bilhões, no que tange ofertas públicas, alta de 6,4% ante o ano de 2024 (R$ 788,1 bilhões). No ano passado, em títulos de securitização, os FIDCs registraram maior captação, contabilizando transações envolvendo R$ 90,8 bilhões, o que representa um aumento de 9,5% em relação a 2024.

O fator que influencia as cifras nesta conjuntura é a combinação de juros elevados conjugada a maior seletividade dos bancos na concessão de crédito.

Ouro Preto Investimentos, eleita a melhor gestora do ano pela Uqbar Top 10, prepara uma nova rodada de captação nos próximos meses envolvendo recursos de R$ 700 milhões e R$ 1 bilhão. Os procedimentos irão seguir os critérios operacionais de multicedente, consignado privado, cadeias produtivas e precatório. Atualmente, a Ouro Preto Investimentos gere no mercado de capitais cerca de R$ 15,5 bilhões em ativos, dos quais mais de R$ 10 bilhões estão alocados em FIDCs.

“Os FIDCs acompanham o ciclo econômico do país, mesmo em períodos de maior incerteza, o impacto tende a ser mais limitado do que em ativos tradicionais. O que vemos hoje é uma mudança estrutural na forma como o crédito é distribuído. A desbancarização não implica redução na oferta de crédito, mas sim uma reconfiguração dos canais de distribuição. O crédito permanece ativo, porém passa a ser estruturado de forma mais direta entre empresas e investidores, com maior eficiência, transparência e previsibilidade”, pontua o sócio-gestor da Ouro Preto Investimentos, Leandro Turaça.

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