Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, afirmou quepressões inflacionárias nos Estados Unidos em 2026, ao afetar os mercados globais de energia e cadeias de suprimentos. Segundo ele, o cenário ocorre em uma economia ainda resiliente, mas sujeita a riscos externos, o que pode levar o Federal Reserve (Fed) a manter os juros em níveis elevados por mais tempo.
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Dimon destacou que a inflação pode voltar ao centro do debate econômico neste ano, impulsionada por choques nos preços de energia e commodities. Segundo ele, a desorganização no mercado de petróleo tende a se espalhar pela economia, atingindo desde os preços da gasolina até os custos industriais.
Além disso, o executivo afirmou que uma inflação persistente cria um ambiente em que o Fed mantém a taxa de juros elevada por mais tempo. Esse movimento, segundo ele, amplia riscos para o crescimento econômico e aumenta a exposição do sistema financeiro a oscilações de liquidez e crédito.
Dimon também chamou atenção para os efeitos indiretos das tensões geopolíticas nas cadeias globais de suprimentos, com impactos em setores como construção naval, alimentos e agricultura. “Dadas as nossas complexas cadeias globais de suprimentos, os países estão enfrentando interrupções na construção naval, em alimentos e na agricultura, entre outros”, escreveu.
O CEO avaliou que os desdobramentos da guerra no Irã e de outros eventos geopolíticos podem influenciar a ordem econômica global nos próximos anos, embora o resultado ainda seja incerto. “O desfecho dos atuais eventos geopolíticos pode muito bem ser o fator definidor de como a futura ordem econômica global vai se desenrolar, mas também pode não ser”, afirmou.
*Com informações do portal EInvestidor.
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