O fluxo comercial entre Brasil e Índia atingiu US$ 15 bi em 2025, crescimento de 25% em relação a 2024 e o maior volume da série histórica. (Foto: Reprodução)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega a Nova Déli nesta quarta-feira (18), para uma visita de Estado que deve marcar um novo ciclo na relação entre Brasil e Índia. A comitiva brasileira, composta por 11 ministros e dezenas de empresários, tem como meta principal elevar a corrente comercial bilateral dos atuais US$ 15 bilhões para US$ 20 bilhões até 2030, ao mesmo tempo em que busca ampliar os laços em setores estratégicos como tecnologia, energia e indústria.
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A programação oficial reúne três frentes principais: a participação de Lula na Cúpula de Impacto em Inteligência Artificial, encontros bilaterais com o primeiro-ministro Narendra Modi e a realização do Fórum Empresarial Índia–Brasil 2026. O evento deve reunir líderes empresariais e autoridades dos dois países para discutir parcerias em áreas como transição energética, transformação digital e infraestrutura.
O fluxo comercial entre Brasil e Índia atingiu US$ 15 bilhões em 2025, crescimento de 25% em relação ao ano anterior e o maior volume da série histórica. As exportações brasileiras somaram US$ 6,9 bilhões, também um recorde nos últimos vinte anos, enquanto as importações chegaram a US$ 8,4 bilhões.
A Índia é hoje o 10º destino das exportações do Brasil e a 6ª maior origem de importações, segundo o governo federal, uma ascensão considerável em relação a 2005, quando ocupava a 23ª posição entre os destinos das vendas nacionais.
A pauta exportadora brasileira permanece concentrada em commodities, com destaque para petróleo bruto (55,5%), minério de cobre (11,9%), açúcares e melaço (7,1%) e óleos vegetais (3,5%). Já as importações incluem principalmente combustíveis derivados de petróleo, compostos químicos, inseticidas e medicamentos.
Além disso, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) identificou 378 oportunidades para produtos brasileiros no mercado indiano, em setores que vão de alimentos e máquinas a tecnologia e saúde.
Os dois governos também iniciaram negociações para ampliar o Acordo de Comércio Preferencial Mercosul–Índia, que atualmente cobre cerca de 450 linhas tarifárias e representa apenas uma fração do universo comercial indiano. Durante a visita, a ApexBrasil inaugura um escritório de representação em Nova Déli para fortalecer a presença brasileira no país asiático.
Entre os documentos que podem ser assinados durante a visita estão uma Declaração sobre Parceria Digital para o Futuro, acordos de cooperação em minerais críticos e terras raras, memorandos de entendimento sobre micro, pequenas e médias empresas, e um protocolo entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e a agência reguladora indiana Central Drugs Standard Control Organisation (CDSCO).
Há também expectativa de anúncio de colaboração entre a Embraer e a empresa indiana Adani Defence & Aerospace no setor aeronáutico, o que pode abrir novos mercados para a fabricante brasileira. A agenda bilateral reflete o esforço de ambos os países em alinhar interesses no chamado Sul Global, diante de uma crescente fragmentação da ordem internacional.
*Com informações do portal exame.
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