Copom sinaliza corte de juros com “serenidade” a partir de março

Por: Redação | Em:
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O Copom indicou que o ritmo e a magnitude dos cortes dependerão da evolução de fatores que permitam maior confiança no atingimento da meta. (Foto: (Foto: Raphael Ribeiro/Banco Central)

O Banco Central (BC) indicou que o cenário econômico atual exige cautela na decisão sobre o tamanho e a velocidade do corte de juros previsto para março de 2026. A informação consta na ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira (3). O órgão manteve a taxa Selic em 15% ao ano na semana anterior e, desde então, sinaliza o início de uma flexibilização monetária, sem abrir mão do rigor necessário para controlar a inflação.


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O Copom indicou que o ritmo e a magnitude dos cortes dependerão da evolução de fatores que permitam maior confiança no atingimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a condução da política monetária. Nesse sentido, o órgão reforçou o compromisso com uma política restritiva o suficiente para convergir a inflação ao alvo de 3% ao ano. Apesar de o corte de juros estar no radar, a decisão não será antecipada sem evidências suficientes de que a inflação seguirá em trajetória de queda.

A inflação apresentou arrefecimento nos últimos meses, porém ainda permanece acima da meta perseguida pelo BC. No Boletim Focus divulgado na última segunda-feira (2), a expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ao final do ano foi de 3,99%. O centro da meta é de 3% acumulado em doze meses, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos. Após estourar a meta na metade de 2025, o IPCA fechou o ano em 4,36%, dentro da margem de tolerância.

O BC destacou, porém, que “perseverança, firmeza e serenidade na condução da política monetária favorecerão a continuidade desse movimento”. Entre os fatores analisados pelo órgão estão a conjuntura econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais, a resiliência do mercado de trabalho brasileiro e a política fiscal interna. Esses elementos indicam que a decisão sobre o corte de juros não se dará de forma isolada, mas com base em um conjunto de variáveis macroeconômicas.

Mercado dividido sobre o tamanho do corte

Enquanto o Copom sinaliza indefinição sobre o próximo passo, o mercado financeiro também se divide sobre a magnitude da redução esperada para março de 2026. As apostas se dividem, em sua maioria, entre uma queda de 0,25 p.p. e 0,50 p.p. na taxa Selic. A expectativa geral é de que o BC mantenha tom cauteloso até que os dados da inflação apontarem com mais clareza para a convergência ao alvo, o que deve definir o ritmo da flexibilização monetária nos próximos meses.

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