O Ceará articula a instalação de um polo industrial chinês com até sete fábricas, após reunião realizada na última semana, em Fortaleza, entre a Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE) e uma comitiva de investidores ligados ao governo da China. O encontro reuniu o secretário Fábio Feijó, o secretário executivo Vicente Ferrer e técnicos da pasta, com foco na atração de indústrias dos setores automobilístico e químico. A expectativa é iniciar operações ainda em 2026, com implantação de unidades fabris e serviços associados.
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A agenda contou com representantes do Comércio, Serviço e Inovação da SDE e especialistas, enquanto as tratativas avançaram em parceria com o Consórcio de Desenvolvimento Econômico do Maciço de Baturité e o deputado estadual Firmo Camurça. O grupo avaliou a instalação de empresas no estado, com análise de infraestrutura, incentivos e capacidade logística. Segundo Fábio Feijó, o objetivo é converter o interesse em projetos industriais efetivos.
“Nossa missão é criar o ambiente de negócios mais ágil e seguro possível. O Ceará hoje é uma vitrine de oportunidades e, ao recebermos este grupo chinês, estamos mostrando que o Estado possui não apenas incentivos, mas uma infraestrutura logística e um capital humano prontos para suportar operações de alta complexidade”, afirmou Fábio Feijó.
De acordo com Júnior de Saraiva, secretário executivo do consórcio, o projeto prevê até sete unidades fabris nos setores químico, automobilístico e petrolífero, com possibilidade de instalação em municípios como Pacatuba. A estratégia inclui uso de galpões já existentes e adaptação de áreas industriais, com cronograma voltado para início das atividades ainda em 2026.
Próximas etapas do polo industrial chinês
Os próximos passos da SDE e dos investidores incluem ações estruturadas para viabilizar o polo industrial chinês:
- Seleção de municípios com incentivos fiscais e infraestrutura disponível
- Definição de espaços com vistoria técnica para acelerar obras
- Logística de montagem com planejamento de importação de componentes
O projeto busca alinhar o capital chinês às demandas regionais, com foco em desenvolvimento descentralizado e expansão para o interior e Região Metropolitana.