O Banco Mundial revisou para baixo as estimativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2025 e 2026, embora mantenha a expectativa de expansão acima de 2% nos dois anos. O ajuste consta no relatório de perspectivas econômicas globais, que avalia o impacto de juros, comércio exterior e condições financeiras sobre as economias emergentes.
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Para 2025, a instituição projeta alta de 2,3% para o PIB, queda de 0,1 ponto porcentual frente à estimativa divulgada em junho do ano passado. Já em 2026, a previsão caiu 0,2 ponto, para 2,0%, enquanto a projeção para 2027 permanece em 2,3%, segundo o mesmo documento do Banco Mundial.
O relatório aponta que a taxa básica de juros (Selic) no Brasil deve atingir 15% ao ano em 2025, e mesmo com uma possível flexibilização monetária, os juros reais elevados continuam a pressionar investimentos e exportações. O cenário inclui ainda obstáculos ao comércio internacional e um ambiente de incerteza global, fatores que reduzem o ritmo de crescimento da economia brasileira.
No campo fiscal, o Banco Mundial indica que a dívida bruta do governo segue em trajetória de alta, o que amplia os riscos sobre a sustentabilidade da política fiscal. A instituição ressalta que o curto prazo permanece condicionado por gastos obrigatórios, juros elevados e uma demanda externa moderada, elementos que restringem a capacidade de expansão do PIB do Brasil.
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