EUA investem US$ 2,7 bilhões em enriquecimento de urânio

Por: Redação | Em:
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Em comunicado oficial, o DOE afirmou que a nova capacidade de enriquecimento de urânio garante um suprimento adequado de combustível nuclear. (Foto: Envato Elements)

O Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE) anunciou um investimento de US$ 2,7 bilhões, cerca de R$ 14,6 bilhões, para ampliar o enriquecimento de urânio no país ao longo dos próximos dez anos. A iniciativa busca aumentar a segurança energética, reduzir a dependência externa e assegurar o fornecimento de combustível nuclear para o parque de geração existente e para novos projetos.


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Os recursos serão direcionados à expansão da produção de urânio pouco enriquecido (UPE) e ao desenvolvimento de cadeias de suprimento e tecnologias voltadas ao urânio pouco enriquecido de alta concentração (UPAEC). Segundo o DOE, o fortalecimento do enriquecimento de urânio é parte da estratégia para sustentar a operação dos 94 reatores nucleares comerciais em funcionamento nos Estados Unidos.

Três empresas receberam contratos no valor de US$ 900 milhões cada. A American Centrifuge Operating e a General Matter, esta última com apoio do investidor Peter Thiel, irão criar capacidade nacional de enriquecimento de UPAEC. Já a Orano Federal Services será responsável por ampliar a capacidade de enriquecimento de UPE, consolidando a produção doméstica desse insumo estratégico.

Impacto no setor energético

Em comunicado oficial, o DOE afirmou que a nova capacidade de enriquecimento de urânio garante um suprimento adequado de combustível nuclear e estabelece uma base para futuras instalações de reatores avançados. A pasta também anunciou um aporte adicional de US$ 28 milhões, cerca de R$ 151,5 milhões, para a Global Laser Enrichment, voltado ao desenvolvimento de tecnologias de próxima geração para o ciclo do combustível nuclear.

O movimento ocorre em um contexto de aumento da demanda por energia nos Estados Unidos, impulsionado pela expansão de grandes centros de dados. Empresas de tecnologia como Microsoft, Google, Meta e OpenAI ampliam investimentos em infraestrutura para inteligência artificial, o que pressiona as redes elétricas locais e recoloca a energia nuclear no centro das discussões sobre oferta estável e de longo prazo.

*Com informações do portal Época Negócios

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