A COP30 começa simbolicamente hoje em Belém (PA) com a cúpula dos líderes, reunindo chefes de Estado e entes correlacionados. (Foto: Geraldo Mazela)
Nos preparativos para o início da 30ª conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o Clima, a COP30, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, projetou aplicação anual de 1,3 trilhão de dólares até 2035 para investimentos em adequações para prevenir ações provenientes de mudanças climáticas.
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A meta teve origem em 2015 com o tratado internacional para dirimir efeitos do aquecimento global, o Acordo de Paris. Além disso, a ministra do Meio Ambiente considera os valores uma espécie de “renda básica” para medidas de enfrentamento das transformações climáticas adversas.
“Ainda existem investimentos da ordem de 5 a 6 trilhões (de dólares) em atividades que são carbono intensivas. Esse é o desafio que está posto para os próximos 10 anos: 1,3 trilhão (de dólares) por ano para ajudar os países em desenvolvimento a fazerem suas transições e os países ricos poderem acelerar suas reduções de emissão para, em lugar de zerar suas emissões em 2050, isso possa acontecer por volta de 2040”, reforça Marina Silva.
A COP30 começa simbolicamente nesta quinta (6), em Belém, com a cúpula dos líderes, reunindo chefes de Estado e governos signatários da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCC). A COP30 será oficialmente lançada na próxima segunda-feira (10).
Marina Silva disse que a configuração monetária voltada ao meio ambiente vem sendo debatida há cerca de 30 anos, contudo ela destaca que não há como protelar as deliberações. A ministra ressalta que a COP 30 possui o desafio de estabelecer um novo marco referencial para a agenda climática, e relata que o momento é de executar a implementação das propostas.
“Mesmo que a gente consiga zerar as emissões de CO2 por desmatamento, se não tivermos um tratamento à altura em relação à emissão de CO2 pelo uso de carvão, petróleo e gás para a geração de energia, as florestas podem ser savanizadas do mesmo jeito. Portanto, é preciso que haja uma combinação de esforços em todas as direções. A gente vê que tem ganhos, mas também nós não avançamos na velocidade, na intensidade que a crise climática precisa, e é por isso que nós já estamos vivendo uma situação de emergência, porque mesmo com os esforços e alguns ganhos, isso está longe de ser suficiente”, alerta a ministra.
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