O governo federal deve realizar no início de 2026 a primeira concessão de uma hidrovia ao setor privado, com o leilão da Hidrovia do Paraguai, que liga Corumbá (MS) a Porto Murtinho, na fronteira com o Paraguai. O projeto foi enviado ao TCU, última etapa antes da publicação do edital.
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A hidrovia tem 600 quilômetros de extensão e é considerada estratégica para o escoamento de cargas do Centro-Oeste, especialmente grãos. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, haverá cobrança de tarifa, mas o frete deve ficar mais barato, ampliando a competitividade da produção.
Atualmente, apenas 5% das cargas nacionais são movimentadas por hidrovias, enquanto a maior parte depende do transporte rodoviário. O país possui 40 mil quilômetros de rios navegáveis, mas apenas metade é utilizada de forma comercial.
Potencial futuro
O governo vê espaço para explorar mais 20 mil quilômetros de hidrovias nos próximos anos. Seis trechos são considerados prioritários para futuras concessões: Paraguai, Madeira, Tapajós, Tocantins, Amazonas (Manaus a Barra Norte) e Lagoa Mirim.
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