Europa inaugura supercomputador Jupiter na Alemanha para avançar em IA

Por: Redação | Em:
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O Jupiter também será usado para previsões climáticas de longo prazo, podendo projetar cenários para 30 a 100 anos. (Foto: Sascha Kreklau/Jülich)

A Europa inaugurou nesta sexta-feira (5), na Alemanha, o supercomputador Jupiter, o mais rápido do continente. O sistema é o primeiro europeu de exaescala e foi projetado para reduzir a defasagem tecnológica frente a Estados Unidos e China, além de ampliar as capacidades de previsão climática e pesquisa em saúde.


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Instalado no Centro de Supercomputação de Jülich, o Jupiter ocupa 3.600 metros quadrados e reúne 24 mil chips Nvidia, com capacidade de processar ao menos um quintilhão de cálculos por segundo. O investimento soma 500 milhões de euros, divididos entre União Europeia e governo alemão. O uso será compartilhado entre pesquisadores e empresas para treinar modelos de inteligência artificial e desenvolver aplicações em diferentes setores.

Corrida da IA

Com o novo sistema, a Europa busca reduzir a distância em relação a outros polos globais. Em 2024, os EUA lançaram 40 modelos de IA notáveis, contra 15 da China e apenas três da Europa, segundo a Universidade de Stanford. Especialistas afirmam que o Jupiter é a maior máquina de IA já construída no continente e que sua potência permitirá treinar modelos mais complexos e competitivos.

Embora seja um avanço estratégico, o supercomputador depende fortemente da tecnologia americana, já que opera com chips da Nvidia. Ainda assim, pesquisadores destacam que ele coloca a Europa em posição de maior relevância no campo da IA.

Além da inteligência artificial

O Jupiter também será usado para previsões climáticas de longo prazo, podendo projetar cenários para 30 a 100 anos e antecipar eventos extremos, como ondas de calor. Além disso, poderá simular processos cerebrais em pesquisas contra doenças como Alzheimer, apoiar o desenvolvimento de fármacos e otimizar projetos na área de energia renovável, como turbinas eólicas.

O sistema consome em média 11 megawatts de energia — equivalente ao abastecimento de milhares de residências. Para reduzir impactos, utiliza resfriamento a água e aproveita o calor residual para aquecer prédios próximos.

Supercomputadores

Com o lançamento, o Jupiter passa a integrar o grupo dos supercomputadores de exaescala, ao lado de El Capitan, Frontier e Aurora, instalados nos EUA. Apesar de a China também possuir máquinas desse porte, seus desempenhos não são divulgados.

Entre os 10 supercomputadores mais potentes do mundo, cinco estão na Europa, incluindo o Jupiter na Alemanha, o HPC6 e o Leonardo na Itália, o Alps na Suíça e o Lumi na Finlândia.

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