Figma estreia na bolsa com alta de 250% e valor de mercado de US$ 68 bi

Por: Redação | Em:
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A abertura de capital da Figma marcou o maior IPO (Oferta Pública Inicial) do setor de tecnologia dos últimos três anos. (Foto: Reprodução/Reuters)

A abertura de capital da Figma na última quinta-feira (31), marcou o maior IPO (Oferta Pública Inicial) do setor de tecnologia dos últimos três anos. A ação encerrou o dia cotada a US$ 115,50, alta de 250% em relação ao preço inicial de US$ 33. No pré-mercado desta sexta-feira (1), os papéis seguiam em valorização e atingiram US$ 137,63, avanço adicional de 17%.


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Com a forte demanda, a Figma passou a valer cerca de US$ 68 bilhões — mais que os US$ 20 bilhões oferecidos pela Adobe em 2022. A tentativa de aquisição foi encerrada em 2023 após intervenção de reguladores, mas rendeu à Figma US$ 1 bilhão em compensação.

Fundada em 2012 por Dylan Field e Evan Wallace, a empresa lançou sua plataforma em 2016 e cresceu com foco em colaboração em tempo real. Desde a quebra do acordo com a Adobe, lançou quatro novos produtos e dobrou seu portfólio.

A listagem na Bolsa de Nova York foi celebrada com um evento em frente ao prédio da NYSE, reunindo funcionários, executivos e investidores da empresa. O movimento sinaliza a retomada do apetite do mercado por empresas de tecnologia.

Retornos bilionários com o IPO da Figma

A gestora Index Ventures, que detém 66 milhões de ações, viu seu investimento atingir US$ 7,2 bilhões com o fechamento. A Greylock Partners somou US$ 6,7 bilhões, enquanto Dylan Field, CEO e cofundador, passou a deter uma fatia avaliada em US$ 6,3 bilhões.

O cofundador Evan Wallace manteve US$ 3,1 bilhões em ações, mesmo após doar parte de sua participação para a fundação Marin Community Foundation, que arrecadou US$ 440 milhões com a venda. Já o CFO Praveer Melwani teve um retorno de US$ 171 milhões, e o CRO Shaunt Voskanian, US$ 136 milhões.

Outros fundos com participação relevante foram a Kleiner Perkins (US$ 6 bilhões) e a Sequoia Capital (US$ 3,8 bilhões). Até mesmo o brasileiro Mike Krieger, cofundador do Instagram, viu seu investimento-anjo render US$ 15 milhões.

O sucesso da oferta reacende o interesse por novos IPOs no setor e reforça a confiança do mercado em empresas com modelos de negócios validados, base de usuários consistente e tração em crescimento.

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