Trump oficializa tarifa de 50% ao Brasil e deixa 694 produtos fora

Por: Redação | Em:
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A medida entra em vigor em 6 de agosto e impacta setores estratégicos da economia brasileira, como café e carne. (Foto: Reprodução/Evelyn Hockstein/Reuters)

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos (EUA), assinou na última quarta-feira (30) um decreto que impõe tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil. A medida entra em vigor em 6 de agosto e impacta setores estratégicos da economia brasileira, como café e carne.


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Apesar da nova alíquota, o texto inclui uma lista com 694 exceções. Estão fora da taxação produtos como celulose, suco de laranja, castanhas, fertilizantes, minérios e aeronaves. A relação completa foi publicada no site da Casa Branca, no Anexo I da Ordem Executiva.

A exclusão de itens como celulose e aeronaves favoreceu empresas brasileiras listadas na bolsa. As ações da Embraer subiram 11% e as da Suzano tiveram alta de 1,1% logo após o anúncio da medida.

Na véspera, Howard Lutnick, secretário de Comércio dos EUA, havia sinalizado que itens não cultivados no país, como café e cacau, poderiam ser poupados. Mas esses produtos permaneceram na lista de bens que serão taxados.

Alckmin: quase 36% das exportações do Brasil serão afetadas

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta quinta-feira (31) que 35,9% das exportações brasileiras para os Estados Unidos serão atingidas pela tarifa. Segundo ele, a lista de exceções é resultado de negociações com o governo americano.

Alckmin explicou que 45% dos embarques foram excluídos da nova alíquota e que outros 20% não sofreram alterações, pois já estavam sob regras específicas, como aço e alumínio.

O vice-presidente destacou que a exclusão de itens estratégicos foi obtida após uma “longa conversa” com autoridades norte-americanas. Ele chefia a interlocução do governo brasileiro nas tratativas para mitigar os efeitos da medida.

A fala foi dada durante entrevista ao programa “Mais Você”, da TV Globo, em que o ministro explicou os impactos da taxação para o público em geral.

A medida altera o fluxo do comércio entre os dois países, e o governo brasileiro deve buscar alternativas para proteger setores impactados.

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