Na utilização das fontes renováveis, gerou na economia relativa em gastos na indústria ambiental valor estimado de US$ 3,9 bilhões. (Foto: Envato Elements)
A aplicação de fontes renováveis na substituição da geração de energia elétrica fez o Brasil economizar US$ 28,3 bilhões em 2024, segundo relatório da Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena, na sigla em inglês). O cálculo se baseia na mudança da matriz, caso fossem utilizadas usinas a combustíveis fósseis, como carvão, óleo e gás natural.
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Na avaliação da Irena se constatou que, com a utilização das fontes renováveis, evitou a emissão de 372,6 milhões de toneladas de CO2, o que gerou na economia relativa em gastos na indústria ambiental um valor estimado de US$ 3,9 bilhões. E conforme a entidade, ao que tange o ranking de mercado global, em 2024, na instalação de energia renovável o país ocupa a 4ª colocação, atrás da China, Estados Unidos e União Europeia.
Os dados da Irena apontam que o mercado aquecido no Brasil se atribui aos custos mais baixos do mundo no setor, o qual segundo o relatório do órgão no item solar fotovoltaica o preço médio a US$ 48/MWh (R$ 268/MWh), e na energia eólica onshore (usinas em terra firme) a US$ 30/MWh (R$ 168/MWh).
“A competitividade de custo das renováveis é uma realidade atual. Considerando todas as fontes renováveis atualmente em operação, os custos evitados com combustíveis fósseis em 2024 chegaram a até US$ 467 bilhões. A nova geração renovável supera os combustíveis fósseis em custo, oferecendo um caminho claro para energia acessível, segura e sustentável. Essa conquista é fruto de anos de inovação, diretrizes políticas e mercados em expansão”, relatou o diretor-geral da Irena, Francesco La Camera.
No ranking de geração centralizada – usina solar –, elaborado no ano passado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), seis estados nordestinos configuram no Top 10 na avaliação feita pela instituição. E no polo eólico, a região concentra mais de 90% de cobertura do país nos equipamentos que produzem energia através do vento.
No entanto, o diretor de Planejamento do Banco do Nordeste (BNB), Aldemir Freire, defende que a região necessita ser mais protagonista na utilização do recurso energético na própria região, o qual segundo ele, o Nordeste precisa receber projetos e investimentos para aumentar o consumo e, consequentemente, gerar renda e desenvolvimento.
Aldemir reforça que é primordial a dedicação para ampliação nas linhas de transmissão interna e investimentos nos sistemas de bateria para armazenar a produção excedente. “Hoje o Brasil funciona, principalmente em determinados horários do dia, porque o Nordeste produz um excedente de energia renovável. Mas ao mesmo tempo, a região sofre uma restrição. Temos limites de expansão dessa exportação de energia porque existem travas no sistema de transmissão”, frisa.
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