A expectativa para a inflação de 2026 recuou de 4,45% para 4,44%. Para 2027, a projeção ficou em 4,00% e para 2028 permaneceu em 3,80%. (Foto: Envato Elements)
As projeções para o IPCA de 2025 caíram pela nona semana seguida, passando de 5,10% para 5,09%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Banco Central (BC). Além disso, a estimativa para o dólar recuou, de R$ 5,65 para R$ 5,60.
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A mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) do próximo ano foi mantida em 2,23%. Já a taxa básica de juros (Selic) para o fim de 2025 permanece em 15%, sem alterações há cinco semanas.
Para 2026, a projeção do PIB subiu levemente de 1,88% para 1,89%, enquanto as estimativas para 2027 e 2028 seguem estáveis, em 2,00%. A Selic projetada para esses anos também não mudou: 12,50% (2026), 10,50% (2027) e 10% (2028).
A expectativa para a inflação de 2026 recuou de 4,45% para 4,44%. Para 2027, a projeção ficou em 4,00% e para 2028 permaneceu em 3,80%, mantendo o ritmo de convergência à meta de 3%.
Já o IGP-M de 2025 foi revisto de 1,72% para 1,60%. Para os anos seguintes, houve pequena redução: de 4,45% para 4,42% em 2026, e de 3,98% para 3,96% em 2028. A projeção para 2027 seguiu em 4%.
Em contrapartida, a previsão para os preços administrados dentro do IPCA subiu de 4,64% para 4,69% em 2025. As estimativas para os anos seguintes seguem estáveis: 4,19% (2026), 4,00% (2027) e 3,70% (2028).
A expectativa para o dólar em 2025 caiu pela segunda semana seguida, de R$ 5,65 para R$ 5,60. O patamar projetado para os anos seguintes, no entanto, foi mantido: R$ 5,70 em 2026, 2027 e 2028.
A revisão para baixo do câmbio ocorre em um cenário de maior estabilidade monetária e percepção de menor risco fiscal, segundo analistas. Isso tende a favorecer a entrada de capital estrangeiro e a valorização do real.
A Selic continua projetada em 15% para o fim deste ano, refletindo a estratégia do Banco Central para conter a inflação acumulada. Para 2026, a taxa deve cair para 12,50% e atingir 10% em 2028.
O atual nível dos juros influencia diretamente o crédito, o consumo e os investimentos. A manutenção da taxa por várias semanas indica prudência diante da incerteza fiscal e da resistência inflacionária.
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