Empresas brasileiras não possuem estratégias claras para uso de IA

Por: Redação | Em:
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O uso desorganizado da tecnologia limita o potencial competitivo das empresas e pode dificultar a retenção de talentos. (Foto: Envato Elements)

O Brasil lidera o uso individual de inteligência artificial (IA) entre os países pesquisados, com 93% dos profissionais já tendo experimentado alguma ferramenta, segundo o relatório global da Thomson Reuters sobre o futuro dos profissionais. No entanto, apenas 45% utilizam essas tecnologias com regularidade, e 67% afirmam que suas empresas adotam IA sem uma estratégia definida.


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A pesquisa aponta que organizações com estratégias estruturadas têm 3,5 vezes mais chances de obter ganhos concretos e são duas vezes mais propensas a crescer em receita. A ausência de planejamento, segundo Andréa Ziravello Elias, Country Leader da Thomson Reuters no Brasil, pode comprometer o retorno dos investimentos em IA e reduzir o impacto positivo das ferramentas.

A executiva alerta para os riscos do uso de soluções genéricas, que oferecem menor segurança e transparência em comparação com plataformas profissionais. Para ela, é fundamental que as empresas adotem parceiros capazes de garantir não apenas tecnologia, mas também suporte ao uso responsável e alinhado aos objetivos do negócio.

Apesar dos entraves, 65% dos profissionais brasileiros relatam benefícios concretos com o uso da IA, como maior produtividade e tempo para tarefas estratégicas. Ainda assim, o uso desorganizado limita o potencial competitivo das empresas e pode dificultar a retenção de talentos.

Cultura das empresas segue estagnada

O Brasil está entre os países da América Latina com maior adesão à IA, ao lado de mercados asiáticos. A geração Millennial é a mais engajada no uso de ferramentas de IA, adotando quase o dobro em comparação aos Baby Boomers, o que reflete uma tendência à experimentação mesmo sem incentivo direto das organizações.

O relatório destaca que, embora a IA esteja cada vez mais presente no cotidiano profissional, a lacuna entre uso individual e estratégia empresarial continua ampla. Essa desconexão, segundo Andréa, exige uma mudança de mentalidade nas lideranças corporativas.

Para ela, a IA é um acelerador de talentos, mas a transformação só ocorre quando acompanhada por cultura, treinamento e metas claras. Profissionais que buscam capacitação e estabelecem objetivos de aprendizado têm mais chances de se destacar em um cenário de rápida transformação.

Com 93% dos brasileiros acreditando que a IA terá impacto elevado ou transformacional em suas carreiras nos próximos cinco anos, o desafio está em traduzir essa expectativa em ações coordenadas. A definição de estratégias consistentes será decisiva para consolidar a IA como diferencial competitivo no Brasil.

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