Na semana passada, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) aumentou a taxa de juros em 0,25 ponto percentual. (Foto: Carlos Eugênio/Office Filmes)
O economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Felipe Tavares, relatou que o mercado financeiro demonstra preocupação com a elevação dos juros. Segundo ele, há a mentalidade que o setor comemora o ato, no entanto, Felipe assegura que não há essa conjuntura.
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“As coisas pro mercado ficam muito mais difíceis quando os juros sobem, toda a parte do mercado de capitais perde – bolsa, fundos imobiliários, ações – tudo piora muito. O mercado perde muito e aumenta muito a dificuldade de conseguir projetos bons, então muita gente acha que comemora, mas não comemora a alta de juros. E o que mais preocupa o mercado é o tamanho da persistência dos juros longos, a gente deve ter um período, cerca de um, dois anos de juros muito elevados”, prevê Felipe.
Na semana passada, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) aumentou a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, passando de 14,75% para 15% ao ano. O especialista destaca que a pressão na inflação está sendo causada pela política fiscal do Governo Federal, e conforme o economista, o Banco Central está tendo que pagar o preço do descontrole fiscal.
“Por conta do crédito consignado, do FGTS, liberação de auxílios extras, extraordinários, isso aquece muito a economia, e o Banco Central tem que segurar do outro lado. Se o Governo não fizer o dever de casa na parte do déficit público, o banco vai ter que continuar os juros elevados, e às vezes até voltar a subir os juros novamente”, reforça Felipe.
Para o presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon), Daniel Coêlho, a questão da elevação dos juros ocasiona um descompasso que impede o crescimento econômico e os investimentos no Brasil e de investidores no exterior.
Daniel Coêlho ressalta que o empresário brasileiro sempre busca trazer novas alternativas para a melhoria da economia, no entanto segundo o gestor, há uma computação no critério jurídico e tributário. Ele destaca que a Reforma Tributária entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026, e relata acerca da possibilidade de haver crescimento, “porque a gente vai organizar a legislação brasileira, e vai trazer um pouco mais da segurança jurídica, e que isso atraia os novos investidores para o Brasil”, frisou.
O presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas do Ceará (Sescap), Carlos Átila, avalia que, com o cenário econômico atual, em realce a Reforma Tributária, o setor de contabilidade surge como uma bússola, “para guiar os empresários nesse mar de incertezas da Reforma Tributária, de novas informações e de uma completa reestruturação da tributação, da forma de tributar no país”, analisa.
As declarações foram proferidas em entrevista exclusiva concedida à Trends, durante a 8ª edição do “Ambiente Empresarial, a nova era dos negócios”.

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