As stablecoins privadas, atreladas ao Real, estão revolucionando as transações financeiras no Brasil. Utilizando tecnologia blockchain, essas moedas digitais oferecem transações seguras e rápidas, além de permitir a automação de processos com contratos inteligentes, segundo Dan Yamamura, sócio fundador das empresas Fuse Capital e BRX Finance. Essa inovação muda a forma como serviços como a gestão de colaterais e a custódia de ativos são prestados, eliminando intermediários e reduzindo custos.
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As stablecoins já demonstram seu potencial em operações como o crédito colateralizado, que representa uma parcela significativa do mercado brasileiro, especialmente no setor imobiliário. O crédito imobiliário, por exemplo, responde por aproximadamente 70% dos empréstimos concedidos no país, utilizando imóveis como colateral para reduzir o risco e, consequentemente, os custos para os tomadores.
Além disso, com a iminente chegada do Drex, a moeda digital oficial do Banco Central, prevista para operar no padrão ERC-20, o mercado financeiro brasileiro deve passar por uma transformação ainda mais profunda.
O Drex promete trazer maior liquidez e confiança, ampliando o alcance das inovações já em curso com stablecoins privadas. A evolução é acompanhada por iniciativas do Tesouro Nacional e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que preparam o lançamento de títulos e valores mobiliários nativamente digitais, reforçando a modernização do mercado de capitais.
O cenário atual oferece uma oportunidade para novos empreendedores e instituições financeiras tradicionais explorarem o potencial das tecnologias blockchain, contratos inteligentes e stablecoins, impulsionando o Brasil para a vanguarda da inovação financeira global.
*Com informações do portal exame.
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