O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) permaneceu em patamar elevado em Fortaleza durante maio. Pesquisa aponta melhora nas expectativas futuras, percepção positiva sobre renda e intenção de compra acima do registrado no ano passado.
O consumidor de Fortaleza manteve expectativa positiva em maio, segundo dados do Índice de Confiança do Consumidor (ICC).
O indicador registrou 121,9 pontos, permanecendo praticamente estável em relação a abril, quando marcou 122,1 pontos.
Apesar da retração mensal de 0,1%, o índice continua acima do constatado no mesmo período do ano passado, quando alcançou 118,3 pontos.
A pesquisa é realizada pela Fecomércio Ceará, por meio do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC).
Expectativas futuras impulsionam confiança do consumidor em Fortaleza
Os dados mostram comportamentos distintos entre percepção atual e projeções para os próximos meses.
Enquanto o Índice de Situação Presente (ISP) apresentou queda de 2,3%, passando de 115,4 para 112,7 pontos, o Índice de Expectativas Futuras (IEF) avançou 1,2%.
Com isso, o indicador de expectativas atingiu 128,1 pontos, reforçando maior confiança dos consumidores em relação ao futuro.
Segundo o levantamento, 76,7% dos entrevistados afirmam que a situação financeira atual está melhor ou muito melhor em comparação a um ano atrás.
Contudo, 87,6% acreditam em melhora financeira nos próximos meses.
Ao mesmo tempo, 61,3% dos consumidores demonstram expectativa positiva sobre a economia brasileira para os próximos 12 meses. Os resultados reforçam o cenário de confiança observado na capital cearense.
Intenção de compra permanece acima do registrado em 2025
Em maio, a intenção de compra atingiu 35,2%. Embora o resultado tenha apresentado leve redução em comparação a abril, quando marcou 35,5%, o índice segue acima do observado no mesmo período de 2025, de 32,7%.
Ao passo que, os homens representam o grupo com maior intenção de compra, com 36,9%. O indicador também é mais elevado entre consumidores de 25 a 34 anos (43,8%) e famílias com renda superior a sete salários mínimos (38,9%).
O valor médio estimado das compras ficou em R$ 638,14.
A pesquisa também identificou percepção positiva para aquisição de produtos de maior valor.
Segundo os dados, 51,8% dos consumidores consideram o momento favorável para comprar bens duráveis.
Além disso, o otimismo é mais elevado entre consumidores de 25 a 34 anos, grupo que registrou 58,4%.
Envolvendo famílias com renda superior a sete salários mínimos, o percentual chega a 63,9%.
Geladeiras, roupas e móveis lideram produtos mais procurados
Os itens mais buscados pelos consumidores surgem produtos ligados à casa, tecnologia e vestuário.
Os produtos mais procurados:
- Geladeiras e refrigeradores: 20,4%
- Roupas e artigos de vestuário: 15,7%
- Móveis e decoração: 14,8%
- Televisores: 14,6%
- Celulares: 13,6%
- Máquinas de lavar roupa: 10,1%
- Calçados: 9,3%
Economista relaciona cenário a juros, inadimplência e emprego
Conforme análise da Fecomércio Ceará, a manutenção do ICC acima dos 120 pontos demonstra resiliência do consumo na capital.
Como resultado, a entidade associa a conjuntura às expectativas positivas sobre economia e situação financeira das famílias.
O economista e conselheiro da Apimec-Brasil, Ricardo Coimbra, atribui parte do cenário ao contexto de queda de juros. Além disso, ele cita programas voltados à renegociação de dívidas, como o Desenrola Brasil, e menciona o comportamento da taxa de desemprego.
Segundo o especialista, esses fatores influenciam a percepção econômica dos consumidores.
“O conjunto dessas informações já é sentido pela população e esse dado mostra exatamente isso, essa percepção de melhora permanente, não tão significativa, mas de melhora, gerando um cenário positivo de forma conjunta para os próximos ciclos”, enfatizou.
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