Plano Brasil Soberano 3 prevê R$ 13,5 bilhões para exportadores brasileiros

Plano Brasil Soberano
Na conjuntura, o Ceará lidera o ranking estadual de item exportação aos Estados Unidos, contabilizando dígito de 44,90%. O Porto do Pecém é a via comercial que conecta os acordos firmados. (Foto: CIPP)

A proposta que visa auxiliar exportadores brasileiros afetados pelas medidas das tarifas estadunidenses conquistou novo aditivo nesta semana. A comissão mista da Câmara dos Deputados aprovou aporte de R$ 13,5 bilhões oriundos do governo federal para linhas de crédito do Plano Brasil Soberano 3.

Agora, a matéria segue para deliberação no plenário da casa legislativa federal. Além do contexto norte-americano, o circuito preenche diretrizes econômicas internacionais ocasionadas, por exemplo, pela guerra do Oriente Médio.  

O texto, por assim, possui cláusula determinada conforme tramitação dos recursos adicionais propostos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na conjuntura, o Ceará lidera o ranking estadual de item exportação aos Estados Unidos, contabilizando 44,90%.

A relatora da matéria, senadora Leany Lemos (PSB), aponta, contudo, que o país necessita dispor de mecanismos protecionistas ante as oscilações econômicas mundiais. A parlamentar reforça ações de proteção na capacidade produtiva, a ampliação da competitividade, além de fortalecer a autonomia econômica. 

“Acrescento que a medida não acarreta aumento de despesas obrigatórias de caráter continuado, nem implica redução ou renúncia tributária. E que não produz impacto no resultado primário, porque o risco das operações será integralmente assumido pelo BNDES e pelas instituições financeiras por ele habilitadas”, reforça Leany.

A parlamentar ressalta que a ampliação do Plano fortalece setores essenciais à soberania econômica nacional. Ela cita, por exemplo, minerais críticos, fertilizantes, indústria de transformação e cadeias exportadoras.

Brasil Soberano 2 recebe R$ 8,2 bilhões de solicitações em dois dias

Na aquisição de recursos do Brasil Soberano 2, a medida acarretou a absorção de R$ 8,2 bilhões em pedidos de crédito nos dois primeiros dias de tramitação. Na ocasião, efetivou 138 operações.

Em termos de aprovação nos dois dias, o BNDES sancionou subsídio no montante de R$ 1,7 bilhão em crédito. Ao passo que, desse volume, R$ 794 milhões foram alocados para setores industriais do segmento têxtil, químico, farmacêutico, minerais estratégicos e fertilizantes.

O restante, como resultado, foi redimensionado às empresas afetadas pelo tarifaço estadunidense e numa terceira lacuna para exportadores dos países do Golfo Pérsico. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, menciona que a proposta fornece diversificação às empresas exportadoras. “Preservam a capacidade produtiva e contribuem com a competitividade da indústria brasileira. O volume de pedidos recebidos demonstra que existe demanda por financiamento para enfrentar esse cenário e seguir investindo”, afirma.

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