O índice de investimentos de pessoa física implicou que a região Norte obteve o maior crescimento no país. Ao passo que o volume total de aplicações alcançou a cifra de R$ 171,7 bilhões, valor que representa alta de 10%.
A constatação é uma análise da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Segundo a entidade, a 2ª colocada no ranking, resultou no Centro-Oeste, que contabilizou R$ 493,1 bilhões, somando alta de 9,5%.
Neste sentido, posteriormente, o Nordeste, assinalando R$ 861,5 bilhões, alta de 8,9%, e em seguida a região Sul (+6,8%, com R$ 1,55 bilhão). No cálculo geral, a maioria das regiões cresceram acima da média nacional, em 6,4%.
Na conjuntura, contudo, o Sudeste inferiu variação abaixo da média, introduzindo subida de 5,5%, variação abaixo da média. A Anbima aponta, no entanto, que a região se notabilizou pelo maior acréscimo em número absoluto. Ou seja, o volume de investimentos aumentou em R$ 317,4 bilhões no semestre e atingiu a R$ 6 trilhões
O gerente de Representação de Distribuição da Anbima, Luiz Henrique Carvalho, pontua, nesse ínterim, a elevação do segmento. “Apesar de parte dessa alta das regiões exceto Sudeste ser efeito-base, já que os volumes nessas regiões são menores. Ela também reflete a expansão da oferta de produtos, que hoje chega com mais facilidade a investidores fora dos grandes centros”, afirma.
Avaliando por item, o varejo alta renda ganhou participação em todas as regiões. No Sul e no Sudeste, consistiu no setor segmento que mais cresceu, apresentando respectivamente altas de 8,7% e 7,1% no volume e aumento de 0,5 e 0,6 p.p. (ponto percentual) de participação.
O private angariou espaço no Norte (+14,1% em volume e +0,5 p.p. de participação), no Centro-Oeste (+13,9% e +0,7 p.p.) e no Nordeste (+12% e +0,5 p.p.). Os CDBs (Certificados de Depósito Bancário), fundos de renda fixa, previdência e títulos públicos
“Os destaques regionais acompanham movimentos que aconteceram no mercado como um todo. No Sul e no Sudeste, os fundos imobiliários avançaram num semestre de ofertas recordes desses fundos. No Norte, os isentos seguiram a LCI, que praticamente sustentou o crescimento da categoria”, explica Carvalho.
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