A Meta começa a oferecer nestasemana o Meta One no Brasil, programa que reúne assinaturas pagas para Instagram, Facebook, WhatsApp e Meta AI. Os planos têm preços que variam de R$ 7 a R$ 1.999 por mês, conforme o perfil e o nível de recursos contratados.
A companhia já testava versões pagas dos aplicativos em outros mercados. Agora, o Instagram Plus, Facebook Plus e WhatsApp Plus passam a integrar a nova estrutura, embora o usuário também possa contratar cada serviço separadamente.
No caso do WhatsApp Plus, a mensalidade começa em R$ 7. Já Instagram Plus e Facebook Plus custam R$ 10 por mês, cada um. Em conjunto, as três modalidades oferecem mais de 50 recursos adicionais.
Assinaturas ampliam recursos dos aplicativos
No Instagram, o plano pago adiciona ferramentas voltadas principalmente à publicação e ao acompanhamento de Stories. Entre elas estão maior prioridade na entrega do conteúdo, permanência dos Stories por até 48 horas e possibilidade de fixar até seis publicações no perfil.
Além disso, o assinante pode consultar quantas vezes um Story recebeu uma nova visualização e acessar uma prévia do conteúdo sem que o outro usuário saiba.
O Facebook Plus segue uma lógica semelhante. O pacote permite manter Stories por 48 horas, consultar dados de reassistidas e visualizar previamente conteúdos. A plataforma também oferece busca por nomes específicos entre as pessoas que visualizaram os Stories.
Enquanto isso, o WhatsApp Plus concentra as novidades na personalização e na organização das conversas. O usuário pode manter até 20 chats fixados no topo da tela, alterar elementos visuais do aplicativo e acessar pacotes de figurinhas animadas.
Meta One reúne serviços em planos mais amplos
A principal mudança, porém, está na possibilidade de contratar diferentes serviços dentro de uma mesma assinatura. O Meta One Core, por exemplo, custa R$ 32 mensais e reúne os três aplicativos.
O pacote também amplia o acesso a ferramentas de inteligência artificial. Assim, o usuário pode aplicar o Restyle em mais Stories do Instagram, utilizar efeitos de voz e aumentar a capacidade de geração de imagens e vídeos no Meta AI.
Já o plano Premium, de R$ 97 por mês, mantém os recursos do Core e eleva os limites de utilização.
A estratégia amplia o público-alvo da Meta. Além dos usuários comuns, a companhia mira criadores de conteúdo e pequenas empresas que utilizam as plataformas como canais de divulgação e relacionamento.
Planos profissionais incluem ferramentas para empresas
A Meta também criou opções específicas para negócios. O plano Essencial, com mensalidade a partir de R$ 59, inclui o Meta Business Agent, ferramenta de inteligência artificial voltada ao atendimento de clientes.
Além disso, o pacote oferece selo de verificação, canal verificado no WhatsApp Business e recursos de proteção contra falsificação de identidade.
Em um nível acima, o Avançado começa em R$ 199 por mês. O pacote adiciona recursos direcionados à operação profissional do Instagram, como agendamento de Stories com até 30 dias de antecedência, links em publicações e Reels e informações mais detalhadas sobre a audiência.
Outro recurso permite compartilhar o acesso à conta com funcionários sem a necessidade de dividir a senha. O plano também inclui o Meta Business Agent.
A inteligência artificial ainda pode analisar diferentes fatores para indicar o momento considerado mais adequado para publicar determinado conteúdo. Dessa maneira, a ferramenta busca auxiliar empresas e profissionais na definição dos horários de publicação.
Para operações de maior escala, a Meta oferece os planos Expert, a partir de R$ 599 mensais, e Máximo, com preço inicial de R$ 1.999 por mês.
Assinantes continuarão vendo anúncios
Apesar da cobrança mensal, os novos planos não retiram a publicidade das plataformas. Segundo Helen Ma, vice-presidente de assinaturas da Meta, o modelo de negócios da companhia continuará combinando anúncios e receita recorrente proveniente das assinaturas.
A empresa também pretende integrar gradualmente ao Meta One os usuários que já pagam pelo Meta Verified.
A estratégia ocorre enquanto a Meta amplia os investimentos em inteligência artificial. Para 2026, a companhia elevou a previsão de despesas de capital para uma faixa entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões, principalmente para infraestrutura relacionada à IA.
Além disso, no segundo trimestre, o fluxo de caixa livre da empresa caiu 91%, para US$ 784 milhões, ante US$ 8,55 bilhões no mesmo período do ano anterior.
No trimestre, os custos da Meta cresceram 55%, enquanto o lucro recuou 8%. Diante desse cenário, analistas projetam que a companhia poderá registrar fluxo de caixa livre negativo ainda em 2026. Seria, caso se confirme, a primeira ocorrência desde a abertura de capital da empresa, em 2012.
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