O capital da corrente de comércio exterior do Ceará contabilizou de janeiro a agosto a quantia de US$ 3,47 bilhões. Ao passo que o montante representa alta de 4,3% em relação ao mesmo período do ano passado.
Além disso, as exportações somaram US$ 1,63 bilhão, assinalando incremento de 8,2%. No entanto, as importações atingiram US$ 1,84 bilhão, elevação de 1,2%. Contudo, no cálculo do balanço geral, o déficit da balança comercial reduziu em 32,4%. A variável passou de US$ 314,3 milhões para US$ 212,4 milhões. A conjuntura é considerada o menor déficit da série acumulada da fase, avaliada de 2022 até os dias atuais.
Como resultado, a principal atribuição se evidencia em decorrência do desempenho do mês de agosto. No período, o Ceará registrou US$ 341,6 milhões em exportações, o maior valor mensal do ano e um crescimento de 124,5% na comparação com agosto de 2025. O efeito no mês garantiu um superávit de US$ 65,3 milhões, ocasionando a reversão do cenário de déficit introduzido no mesmo período do ano anterior.
A verificação é uma análise do estudo Ceará em Comex, elaborado pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).
O principal item que elevou a pauta das vendas externas provém da siderurgia, o qual manteve o status neste aspecto. Por exemplo, o segmento de ferro fundido, ferro e aço exportou US$ 218 milhões somando o mês de agosto. O índice representa 63,8% de todas as exportações do período.
Além do setor siderúrgico, o estudo destaca o avanço de máquinas e materiais elétricos, alumínio, combustíveis minerais e produtos minerais, que também contribuíram para o crescimento acumulado das exportações em 2026.
Nas exportações, o Ceará ocupa a 3ª colocação no ranking nordestino
No ranking regional, o Ceará angariou a 3ª posição envolvendo os estados exportadores do Nordeste. O resultado apresentado culminou que o estado ultrapassou Pernambuco, e além disso elevou a respectiva participação nas exportações no índice de 9,24%. No painel nacional, o estado avançou para o 16º lugar entre os maiores exportadores do país, uma posição acima da registrada no mesmo período de 2025.
Nesse ínterim, os Estados Unidos ainda é o principal comprador dos produtos brasileiros. Contudo, neste intervalo de tempo, países como Espanha, México, Bélgica, Polônia e Colômbia ampliaram consideravelmente as respectivas participações nos comércios bilaterais na comparação com o mesmo período de 2025. A Fiec sinaliza que o contexto demonstra maior dinamismo nas relações comerciais do Ceará com mercados estratégicos.
Ao que tange às importações, o circuito resultou em US$ 1,84 bilhão no acumulado do ano. As principais contribuições vieram de combustíveis minerais, veículos, máquinas e materiais elétricos e fertilizantes. A China manteve a liderança entre os fornecedores e correspondeu por aproximadamente 3/4 do aumento das importações em agosto, na comparação ao mesmo período do ano passado.
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