O Nordeste registra incidência de 48% de apostadores ilegais, segundo pesquisa do Instituto Locomotiva. O levantamento “Incidência de apostas ilegais no Brasil” considera jogadores de apostas esportivas e cassinos online.
O índice nordestino é igual ao registrado no Norte, também de 48%. Por outro lado, a incidência chega a 49% no Sudeste, 54% no Sul e 56% no Centro-Oeste.
A pesquisa foi realizada em maio e ouviu 2.291 jogadores em todo o país. Para classificar um participante como apostador ilegal, o estudo considerou a declaração de pelo menos duas práticas irregulares nos três meses anteriores ao levantamento.
Práticas irregulares aparecem entre apostadores
Entre as práticas identificadas, 53% dos entrevistados afirmaram ter apostado em sites sem exigência de reconhecimento facial.
Além disso, 48% disseram ter utilizado plataformas cujo endereço não termina em “bet.br”. O levantamento também identificou outras formas de pagamento consideradas irregulares no estudo.
Nesse sentido, 37% dos participantes afirmaram ter feito depósitos por cartão de crédito. Já 23% relataram o uso de criptoativos para realizar depósitos.
Dessa forma, os dados mostram diferentes mecanismos utilizados por apostadores em plataformas que não seguem os critérios considerados regulares pela pesquisa.
Mercado ilegal perde participação
O levantamento integra o estudo “Dimensionamento e combate do mercado ilegal de apostas no Brasil”, elaborado pela LCA Consultores a pedido do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR).
Com base nos dados do Instituto Locomotiva, a LCA estima que entre 38% e 44% do valor total apostado atualmente ocorra em plataformas clandestinas.
Em 2025, a estimativa ficava entre 41% e 51%. Portanto, os dados indicam redução da participação do mercado ilegal no período.
Apesar disso, as plataformas clandestinas ainda concentram uma parcela relevante do volume movimentado pelas apostas no país. Assim, o mercado irregular permanece como um dos pontos de atenção para o setor.
No recorte regional, o Nordeste apresenta índice inferior ao registrado em três das cinco regiões. Entretanto, a incidência de 48% mantém a região próxima ao patamar nacional observado no levantamento.
O resultado também mostra que a presença de apostadores classificados como ilegais ocorre em todas as regiões brasileiras. Por isso, o combate às plataformas clandestinas depende de ações que alcancem diferentes mercados e perfis de consumidores.
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