Fortaleza lidera demanda por imóveis no Brasil pelo 4º trimestre

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Fortaleza lidera pelo quarto trimestre o Índice de Demanda Imobiliária e movimenta R$ 4,78 bilhões no mercado imobiliário no semestre. (Foto: Divulgação/CR Duarte)

Fortaleza lidera pelo quarto trimestre consecutivo o ranking nacional de demanda por imóveis no segmento econômico. O resultado aparece na edição mais recente do Índice de Demanda Imobiliária (IDI Brasil), referente ao segundo trimestre de 2026.

O levantamento analisou 84 cidades e considera fatores como procura por imóveis, dinâmica econômica, oferta de empreendimentos e potencial de absorção de novos projetos. Nesse recorte, a capital cearense alcançou 0,868 ponto.

São Paulo aparece na segunda posição, com 0,839, enquanto Curitiba ocupa o terceiro lugar, com 0,827. Assim, Fortaleza ficou à frente dos dois maiores mercados imobiliários do país nesse segmento.

O resultado ocorre em meio a um ciclo de expansão do mercado local. Segundo dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com base na Pesquisa do Mercado Imobiliário de Fortaleza e Região Metropolitana do Sinduscon Ceará, o setor movimentou R$ 4,784 bilhões em VGV no primeiro semestre.

Mercado imobiliário movimenta R$ 4,78 bilhões

O volume representa crescimento de 16% em relação ao primeiro semestre de 2025. Ao todo, foram comercializadas 8.609 unidades, alta de 6% na comparação anual.

Somente Fortaleza respondeu por R$ 3,652 bilhões desse resultado. No período, foram vendidos 5.688 imóveis na capital, com crescimento de 20% no VGV em relação ao primeiro semestre do ano passado.

Além disso, o mercado residencial vertical movimentou R$ 3,615 bilhões. Desse total, R$ 2,967 bilhões vieram de empreendimentos fora do padrão econômico.

Portanto, os números indicam que a demanda não se concentra em uma única faixa de renda. Ao mesmo tempo, o segmento econômico mantém posição de destaque no mercado local.

Expansão chega a novas áreas

A expansão imobiliária também alcança municípios da Região Metropolitana. Segundo os dados da CBIC, Caucaia e Eusébio ampliaram a participação nos lançamentos residenciais verticais.

Em junho, Caucaia concentrou 48,6% das novas unidades lançadas na Região Metropolitana. Eusébio respondeu por outros 45%.

Dentro da capital, por sua vez, áreas que antes tinham menor participação no mercado de maior valor passaram a receber novos empreendimentos. Além disso, investimentos em infraestrutura ajudam a ampliar a atratividade desses locais.

A região do Castelão é um exemplo desse movimento. O entorno reúne a Arena Castelão, corredores de transporte, equipamentos de saúde, comércio e instituições de ensino.

Nesse cenário, a infraestrutura influencia a decisão de compra. Para Clausens Duarte, diretor-presidente da CR Duarte, os consumidores passaram a considerar com mais atenção o acesso, os serviços disponíveis e o potencial de valorização das regiões.

A construtora atua nessa área com o empreendimento Pop Arena, localizado nas proximidades da Arena Castelão. Dessa forma, o projeto acompanha um processo de expansão urbana que amplia a oferta residencial para além das regiões tradicionalmente mais valorizadas.

Juros altos não interrompem demanda

A força do mercado imobiliário ocorre mesmo com a Selic em 14% ao ano. Os juros elevados encarecem o crédito, mas não impediram o avanço das vendas e dos financiamentos.

Segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o crédito imobiliário deve alcançar R$ 411 bilhões em concessões em 2026.

A entidade revisou a previsão de crescimento de 16% para 25%. No primeiro semestre, as concessões somaram R$ 180,9 bilhões, alta de 23% sobre o mesmo período de 2025.

Assim, o cenário nacional ajuda a explicar o desempenho do mercado cearense. Embora o custo do crédito continue elevado, a procura por imóveis permanece aquecida.

No caso de Fortaleza, a combinação entre demanda, expansão urbana e novos empreendimentos mantém a capital entre os mercados imobiliários mais relevantes do país. Além disso, a liderança no IDI Brasil mostra a força da procura pelo segmento econômico.

O movimento também amplia a participação de novas regiões no ciclo de desenvolvimento imobiliário. Com isso, áreas fora do eixo tradicional de maior valor ganham espaço na expansão residencial da capital e da Região Metropolitana.

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