A Suíça, os Emirados Árabes Unidos e Portugal ocupam as três primeiras posições do Índice Global de Programas de Residência 2026. O levantamento foi elaborado pela consultoria Global Citizen Solutions.
O estudo avalia 48 programas de residência por investimento em 46 países. Para isso, considera critérios como qualidade de vida, mobilidade, investimento e credibilidade.
A residência fiscal de montante fixo da Suíça lidera o ranking. O programa somou 91,9 pontos, de um total de 100. Em seguida, aparecem o Golden Visa dos Emirados Árabes Unidos, com 91,5 pontos, e o Golden Visa de Portugal, com 91,3.
Suíça lidera ranking global
O índice combina cinco critérios com pesos diferentes. Qualidade de vida e procedimento representam 30% da avaliação cada. Já mobilidade responde por 20%.
Além disso, investimento representa 10% da nota. O mesmo peso vale para conformidade e credibilidade.
Depois dos três primeiros colocados, a lista reúne Itália, Grécia, Nova Zelândia, Portugal, Singapura, Luxemburgo e o programa de investidor de Quebec, no Canadá.
Os Estados Unidos, por outro lado, ficaram fora do primeiro grupo. O visto de investidor imigrante EB-5 alcançou 83,9 pontos. Já o visto E-2 somou 82,6 pontos.
Estados Unidos e Portugal atraem brasileiros
Estados Unidos e Portugal concentram parte importante da procura dos brasileiros por residência no exterior. Segundo o estudo, o número de brasileiros vivendo fora do país chegou a 5,29 milhões.
Os Estados Unidos aparecem na liderança. O país reúne cerca de 2,07 milhões de brasileiros residentes.
Portugal vem na sequência, com aproximadamente 574,2 mil brasileiros. Já o Canadá aparece em terceiro lugar, com cerca de 153 mil.
Portugal também oferece diferentes caminhos para quem pretende viver no país. Entre eles, estão o Golden Visa e o visto D2.
O visto D2 atende, principalmente, pessoas interessadas em abrir ou administrar um negócio em território português. Além disso, o caminho até a cidadania pode levar de sete a dez anos, conforme a nacionalidade do solicitante.
Programas reduzem dependência de imóveis
O ranking também mostra uma mudança nos programas de residência por investimento. Nos últimos anos, diversos países reduziram o uso de imóveis como porta de entrada para esses programas.
Em Portugal, por exemplo, o mercado imobiliário deixou de fazer parte do Golden Visa em outubro de 2023. Depois, a Espanha encerrou seu programa em abril de 2025.
No mesmo mês, o Tribunal de Justiça da União Europeia também derrubou o esquema de cidadania de Malta. Dessa forma, os programas passaram a priorizar outras formas de contribuição econômica.
Entre as alternativas estão investimentos em fundos, participação em empresas e criação de empregos.
No caso de Portugal, os aportes passaram a ser direcionados para fundos de venture capital e private equity. Esses veículos precisam ser regulados pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários do país.
Investimento precisa gerar impacto econômico
Segundo Patricia Casaburi, presidente-executiva e fundadora da Global Citizen Solutions, o ranking mostra uma mudança na lógica desses programas.
“Os programas com melhor pontuação em 2026 são aqueles que conseguem comprovar uma contribuição econômica genuína e resistir ao escrutínio, não apenas os de menor custo de entrada”, afirmou.
Assim, o levantamento indica que os países passaram a exigir maior vínculo entre o investimento realizado e a economia local. Ao mesmo tempo, os programas buscam manter atratividade para investidores estrangeiros.
Nesse cenário, fundos de investimento, empresas e projetos capazes de gerar empregos ganham espaço. Portanto, a residência por investimento passa a depender menos da aquisição de imóveis e mais da contribuição econômica efetiva do investidor.
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