Brasil Soberano libera R$ 21 bi em crédito para empresas

Brasil Soberano
Brasil Soberano abre acesso a R$ 21 bilhões em crédito para empresas exportadoras e setores estratégicos da indústria nacional. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abre nesta sexta-feira (15) o protocolo para empresas solicitarem crédito no âmbito do Plano Brasil Soberano. Ao todo, o programa disponibiliza R$ 21 bilhões para apoiar setores industriais estratégicos e empresas afetadas pela instabilidade no comércio internacional.

Além disso, o pacote reúne R$ 15 bilhões do Fundo de Garantia à Exportação, previstos na Medida Provisória 1.345/2026, e mais R$ 6 bilhões em recursos próprios do BNDES. Com isso, o governo busca ampliar o acesso ao crédito, fortalecer cadeias produtivas e sustentar a competitividade da indústria brasileira.

Ampliação de crédito para exportadoras e indústria

O Plano Brasil Soberano atende empresas exportadoras e setores considerados estratégicos para a balança comercial brasileira. Ao mesmo tempo, o programa tenta reduzir impactos provocados pelos conflitos no Oriente Médio e pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Segundo Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, o governo amplia instrumentos emergenciais para proteger empregos e preservar a produção nacional. Além disso, a medida tenta garantir maior competitividade para empresas brasileiras em meio às restrições do comércio internacional.

Já o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) afirma que o programa fortalece investimentos, inovação e competitividade industrial. Nesse cenário, a iniciativa também segue as diretrizes da Nova Indústria Brasil.

Brasil Soberano define três grupos com acesso ao crédito

O programa divide as empresas elegíveis em três grupos. Primeiro, entram exportadoras de bens industriais e fornecedores afetadas pelas tarifas dos Estados Unidos.

Nesse grupo aparecem setores como:

  • aço
  • cobre
  • alumínio
  • automotivo
  • moveleiro

Além disso, as empresas precisam comprovar participação mínima de 5% das exportações no faturamento bruto entre julho de 2024 e junho de 2025.

Por outro lado, o segundo grupo reúne setores industriais de média e alta intensidade tecnológica com relevância para a balança comercial e para a transição de baixo carbono.

Entre eles estão:

  • têxtil
  • químico
  • farmacêutico
  • automotivo
  • máquinas e equipamentos
  • eletrônicos
  • informática
  • borracha e plástico
  • minerais críticos

Já o terceiro grupo contempla exportadoras e fornecedores que atuam em países do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar.

Brasil Soberano permite consulta online de elegibilidade

As empresas do primeiro e do terceiro grupo precisam verificar a elegibilidade no sistema do BNDES por meio da plataforma GOV.BR e do certificado digital da empresa.

Enquanto isso, as empresas do segundo grupo podem consultar o enquadramento por meio do cartão CNPJ e da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) prevista na Portaria MDIC/MF nº 171/2026.

Depois da validação, a recomendação é procurar o banco parceiro com o qual a empresa já mantém relacionamento. Além disso, operações acima de R$ 50 milhões também podem ser negociadas diretamente com o BNDES.

Brasil Soberano oferece crédito para capital de giro

O Plano Brasil Soberano disponibiliza linhas de crédito para:

  • capital de giro
  • produção destinada à exportação
  • compra de máquinas e equipamentos
  • ampliação da capacidade produtiva
  • inovação tecnológica
  • adaptação de produtos e processos

Dessa forma, o governo tenta ampliar a capacidade produtiva nacional e fortalecer setores industriais considerados estratégicos para o comércio exterior brasileiro. Além disso, a medida busca reduzir impactos da instabilidade econômica internacional sobre empresas exportadoras.

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