Planejado para preencher uma lacuna histórica no varejo pernambucano, o Recife Outlet se consolidou como um dos principais polos de compras da Região Metropolitana do Recife.
Em entrevista exclusiva à Trends, o superintendente Marco Sodré destaca que o sucesso do empreendimento está diretamente ligado à combinação entre localização estratégica, grandes marcas e preços atrativos.
Instalado às margens da BR-232, o centro de compras ampliou seu alcance e passou a atrair consumidores de diferentes regiões do estado, além de turistas e pessoas em trânsito rumo ao litoral e ao interior.
Com espaço para novos equipamentos de lazer, gastronomia e entretenimento, o Recife Outlet projeta um futuro de crescimento integrado ao desenvolvimento econômico da região oeste da capital pernambucana.
Confira a entrevista completa:
Trends: O Recife Outlet completa cinco anos já consolidado. Na sua avaliação, qual foi o principal fator para esse crescimento?
Marco Sodré: O Recife Outlet foi um empreendimento planejado para dar certo. A lacuna de um verdadeiro Outlet no modelo norte-americano na Região Metropolitana do Recife era conhecida há algum tempo e o Grupo BCI comprou a ideia e tornou o empreendimento realidade. Trazer as grandes marcas nacionais e internacionais com preços atrativos foi o principal fator de nosso sucesso.
A localização às margens da BR-232 foi pensada de forma estratégica. Hoje, o fluxo de clientes confirma essa aposta inicial?
Quando do surgimento da ideia, a primeira coisa a ser feita foi a pesquisa de localização e a 232 se mostrou como a melhor das opções. Estamos numa via sem maiores interrupções, com grande fluxo e que é a principal artéria de ligação entre a capital e todo o interior do estado. Além disso, com o arco metropolitano cruzando a BR- 232 em Moreno, nos deixará ainda mais próximos do Litoral Sul e das capitais mais próximas Maceió e João Pessoa.
Como vocês trabalham essa diversidade de público que circula pela região?
Nosso mix é pronto para atender todos os clientes, tanto os que têm o outlet como destino, quanto quem está de passagem, ou mesmo está visitando nossa região. Mais uma vez cito o arco metropolitano, que facilitará nosso acesso a praias como Porto de Galinhas e Carneiros, principais destinos turísticos de lazer da região.
A nova fase de expansão prevê investimentos e ampliação no número de lojas. O que muda, na prática, para o consumidor que frequenta o espaço?
Em 2026 estamos recebendo novas marcas como Constance, Mr. Kitch, Makenji e Hugo, além da ampliação da Boss e da Ciao. Nosso comercial está trabalhando bastante com a missão de incrementar o segmento esportivo em nosso mall. Tudo isso representará uma ampliação em nosso mix e em breve precisaremos construir novos espaços.
Do ponto de vista de gestão, quais são os principais desafios de administrar um outlet em comparação a um shopping tradicional?
O outlet, por ser um shopping temático, tem suas peculiaridades. O administrativo/financeiro e a área de operações é bastante similar ao tradicional, porém comercial e marketing são bem diferentes. 90% de nossas lojas são próprias das marcas, quase não existindo a figura do franqueado e do marketing, nossos atrativos são diferentes. Costumo dizer que a ação de pinturinha de rosto não vai fazer o cliente sair da cidade para comprar conosco. O empreendimento é todo preparado para proporcionar menores preços.
Com a chegada de novas marcas nacionais e locais, como vocês definem o mix de lojas ideal para o empreendimento?
Precisamos ter um mix amplo e fazer com o que o cliente encontre sempre o que procura, por isso a busca por novas marcas é constante.
Você chega ao Recife com experiência em grandes centros. Que estratégias pretende implementar para fortalecer ainda mais o posicionamento do outlet?
Ter gerido shoppings em outros estados traz uma maneira mais ampla de enxergar o mercado. Experiências diferentes que podem ser adaptadas à realidade de nossa região proporcionam soluções mais rápidas e eficazes.
O crescimento do segmento outlet no Brasil é uma tendência clara. Como o Recife Outlet se posiciona dentro desse cenário nacional?
Atualmente, quase todos os grandes centros do Brasil já possuem seus outlets. Hoje são 18 em funcionamento com quem mantemos contato e nos reunimos anualmente para discutir nossas dores comuns, analisar o mercado e buscar soluções para o segmento que, realmente, continua crescendo no Brasil.
Além das compras, há planos para ampliar a experiência do público com serviços, gastronomia ou eventos no espaço?
Estamos com um espaço de 800 m² disponível para um grande restaurante que pretendemos inaugurar até o final do ano. Além disso, nosso terreno de quase 50 ha nos deixa espaço para a construções de outros equipamentos que possam somar ao centro de compras na atração de público, criando um complexo de compras e entretenimento.

Pensando no futuro, qual é a visão de longo prazo para o Recife Outlet e o impacto dele no desenvolvimento econômico da região?
Estamos inseridos na Região Oeste do Recife, área que tem crescido bastante nos últimos anos com a chegada dos condomínios como o Alphaville e o Três Lagoas, grandes centros logísticos, Novo Atacarejo, Compare e Dia, dentre outros.Temos pretensão de trazer para nossos arredores outros equipamentos de lazer e compras e com a viabilização viária da região, estaremos ainda mais no raio de influência de mais pessoas, por isso a importância do incremento de mix que já vem sendo trabalhado de hoje.
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