A inteligência artificial movimentou R$ 10,5 bilhões em apoio financeiro aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) entre janeiro de 2023 e fevereiro de 2026. O volume reúne operações de crédito, subvenções, aportes em equity e coinvestimentos voltados ao avanço tecnológico no Brasil. Nesse contexto, o governo federal busca acelerar a neoindustrialização e ampliar a competitividade da indústria nacional.
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Do total aprovado, o BNDES respondeu por cerca de R$ 5,1 bilhões. O montante inclui R$ 4,1 bilhões em crédito e R$ 947 milhões em operações de equity. Além disso, a estratégia concentra investimentos em projetos ligados à inovação, produtividade e transformação digital de setores econômicos. Ao mesmo tempo, a ampliação do financiamento acompanha o avanço global do mercado de IA e a disputa internacional por soberania tecnológica.
Apoio à inteligência artificial cresce
A Finep aprovou R$ 4,25 bilhões em projetos de inteligência artificial. Desse total, R$ 2,5 bilhões correspondem a crédito, R$ 1,1 bilhão a fomento não reembolsável e R$ 636 milhões a subvenção. Segundo as instituições, os recursos atendem iniciativas ligadas à pesquisa, automação industrial e desenvolvimento de novas soluções tecnológicas.
Já a Embrapii aprovou R$ 1,2 bilhão para 632 projetos na modalidade de coinvestimento não reembolsável. Segundo o BNDES, os investimentos utilizam a estrutura da rede de instituições científicas, tecnológicas e de inovação da entidade, formada por mais de 90 unidades credenciadas em diferentes regiões do país.
IA entra na estratégia de neoindustrialização
Segundo Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, a inteligência artificial ocupa posição estratégica no processo de neoindustrialização brasileira. “A IA é uma tecnologia transversal, capaz de revolucionar setores como agricultura, indústria e serviços, aumentando a produtividade e garantindo nossa soberania tecnológica, uma necessidade econômica para tornar o país competitivo no cenário internacional”, declarou, em nota.
Além disso, o avanço dos investimentos em inteligência artificial ocorre enquanto empresas e governos ampliam aportes em infraestrutura digital, automação e pesquisa aplicada. Portanto, a tendência é de expansão do mercado tecnológico nos próximos anos.
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