O Ceará busca consolidar sua posição no mapa do turismo internacional com uma estratégia que combina conectividade aérea, potencial marítimo e esportes náuticos. Para o presidente da Câmara Setorial de Economia Azul do Ceará, Rômulo Soares, a retomada do hub aéreo de Fortaleza é um dos principais caminhos para ampliar a chegada de turistas estrangeiros ao estado.
Segundo ele, a Economia Azul possui papel central na expansão do turismo cearense, especialmente diante das características naturais do litoral do estado. A incidência dos ventos alísios, fenômeno climático predominante na costa cearense, transformou o Ceará em referência internacional para a prática de esportes náuticos, sobretudo o kitesurf.
“A questão de trazer linhas aéreas é importante, retomar a questão do hub aéreo. Nós temos uma grande vantagem de localização, pela proximidade com os Estados Unidos e a Europa. O turismo ligado à Economia Azul vai além de praia e sol, com os esportes náuticos se tornando uma importante fonte de atração de turistas estrangeiros”, afirmou Rômulo.
Hub aéreo de Fortaleza ganha força com novos voos internacionais
A discussão sobre o fortalecimento do turismo internacional ocorre em meio ao aumento da movimentação aérea no Ceará. Dados da concessionária Fraport Brasil mostram que o Aeroporto Internacional de Fortaleza registrou, apenas no primeiro trimestre deste ano, mais de 1,6 milhão de passageiros entre embarques domésticos e internacionais, além da operação de 14.092 aeronaves.
O cenário também ganhou impulso após a Gol Linhas Aéreas anunciar voos extras entre Fortaleza e Miami durante os meses de junho a agosto. De acordo com a Secretaria do Turismo do Ceará (Setur), a ampliação da malha aérea está relacionada à alta estação e à movimentação internacional impulsionada pela Copa do Mundo masculina.
Para Rômulo, ampliar a conectividade aérea é essencial para posicionar Fortaleza como um dos principais portões de entrada do turismo internacional no Nordeste.
Economia Azul transforma litoral cearense em ativo estratégico
Com uma área marítima estimada em 249 mil km², superior ao território terrestre cearense, o estado reúne condições consideradas estratégicas para desenvolver atividades ligadas à Economia Azul. Dados do IBGE apontam que o território terrestre do Ceará possui cerca de 148,8 mil km².
Rômulo Soares defende que o litoral cearense deve ser compreendido como uma infraestrutura econômica de alto potencial, capaz de impulsionar diferentes cadeias produtivas.
Segundo ele, além do turismo costeiro e dos esportes náuticos, o Ceará possui oportunidades relevantes em energias renováveis, logística portuária e atividades ligadas à economia marítima.
“Nós temos oportunidade de desenvolver o turismo costeiro náutico, energias renováveis, portos e logística. Os ventos alcançam praticamente todo o estado, permitindo que não apenas Fortaleza, mas outros destinos do Ceará, possam usufruir dessa vantagem competitiva”, destacou.
Ventos fortalecem mercado do kitesurf e atraem estrangeiros
O avanço do turismo esportivo tem colocado o Ceará em evidência no cenário internacional. O estado concentra algumas das praias mais procuradas do Brasil para a prática do kitesurf, atividade que movimenta hotéis, pousadas, restaurantes, escolas esportivas e serviços turísticos ao longo do litoral.
A combinação entre clima favorável, ventos constantes e extensa faixa costeira vem fortalecendo a presença de turistas europeus e norte-americanos, especialmente durante os períodos de alta temporada dos ventos.
Nesse contexto, representantes da Economia Azul avaliam que a ampliação das rotas internacionais pode acelerar investimentos, ampliar a permanência média dos visitantes e fortalecer a geração de renda em municípios turísticos além da capital.
Estratégias para impulsionar o turismo internacional
A aposta do Ceará no turismo internacional passa, cada vez mais, pela integração entre infraestrutura aérea e potencial marítimo. A retomada do hub aéreo de Fortaleza, aliada ao crescimento dos esportes náuticos e da Economia Azul, projeta o estado como um dos principais polos turísticos do Atlântico Sul.
Com localização estratégica, ventos favoráveis e um litoral reconhecido globalmente, o Ceará busca transformar seus ativos naturais em vetor permanente de desenvolvimento econômico, atração de investimentos e geração de oportunidades.
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