O Federal Reserve (Fed) confirmou Kevin Warsh como novo presidente da instituição na última quarta-feira (13). O advogado e financista assume o comando do banco central dos Estados Unidos em meio à pressão da inflação e às expectativas do mercado sobre os próximos passos da política monetária americana.
Além disso, a chegada de Warsh ocorre em um cenário de tensão geopolítica e alta do petróleo após o conflito entre Irã e Israel. Com isso, investidores passam a considerar uma possível elevação dos juros ainda neste ano, enquanto o presidente Donald Trump defende taxas mais baixas na economia americana.
Aprovação do mandato de Kevin Warsh
O Senado americano aprova Warsh para um mandato de 14 anos como diretor do Federal Reserve. Em seguida, os parlamentares também confirmam o executivo para um mandato adicional de quatro anos na presidência da instituição.
Agora, a posse depende das assinaturas finais da Casa Branca nos documentos enviados pelo Senado. O mandato de Jerome Powell termina na sexta-feira (15).
Atualmente, a taxa básica de juros dos Estados Unidos permanece entre 3,50% e 3,75%.
Mudanças no Federal Reserve
Kevin Warsh afirma que pretende implementar uma “mudança de regime” no Federal Reserve. Segundo ele, a proposta inclui maior coordenação entre o banco central, o Departamento do Tesouro e o governo Trump em políticas não monetárias.
Além disso, Warsh defende a redução do balanço patrimonial do Fed. Na avaliação do novo presidente, a medida abre espaço para juros mais baixos ao longo do tempo.
Mercado de olho
O mercado financeiro acompanha a mudança no comando do Federal Reserve em meio ao avanço da inflação e à volatilidade nos preços da energia.
Nesse cenário, analistas monitoram os próximos sinais da autoridade monetária sobre juros, liquidez e condução da política econômica nos Estados Unidos.
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