Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional dos Estados Unidos, afirmou nesta segunda-feira (6), que o Federal Reserve (Fed) deve reduzir as taxas de juros a partir de maio, quando Kevin Warsh assumir a presidência da instituição. A declaração ocorreu em entrevista à CNBC e indica uma possível mudança na condução da política monetária norte-americana. Segundo Hassett, o cenário econômico tende a permitir cortes nos juros diante de novos vetores de crescimento.
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Ele explicou que o avanço da inteligência artificial deve elevar a produtividade da economia dos Estados Unidos, o que abre espaço para ajustes na política monetária. Além disso, Hassett destacou que a Casa Branca mantém o compromisso com a independência do Fed, mesmo diante das expectativas de mudança na liderança da autoridade monetária. “IA trará revolução maior que a internet para os EUA”, afirmou.
A avaliação do diretor ocorre em um contexto de atenção global sobre os rumos da política de juros nos Estados Unidos, já que decisões do Fed influenciam mercados emergentes e fluxos de capital. Nesse cenário, a possível redução das taxas de juros pode impactar câmbio, inflação e investimentos em diferentes regiões, incluindo economias como a do Brasil.
Energia e tensão geopolítica
Hassett também comentou os efeitos da guerra contra o Irã sobre o mercado de energia e afirmou que o presidente Donald Trump considera o aumento dos preços da gasolina como temporário. Ele incentivou estados norte-americanos a adotarem medidas para mitigar os impactos sobre os consumidores, diante da volatilidade recente nos preços.
Além disso, o diretor reforçou a expectativa de aumento na oferta global de petróleo, caso o Estreito de Ormuz seja reaberto. Segundo ele, uma grande quantidade de petróleo pode entrar em operação, o que tende a aliviar pressões sobre os preços da energia e contribuir para o equilíbrio do mercado internacional.
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