O desempenho das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras na comparação do mesmo período do ano passado registrou crescimento de 4,5% no primeiro trimestre de 2026. A constatação é uma análise do Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs), o qual avaliou que a conjuntura é o terceiro avanço trimestral consecutivo.
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De acordo com a entidade, a melhora estatística é uma conotação que se atrela a diminuição da pressão inflacionária no acumulado de 12 meses, determinando a passagem de 8,58% ao final do primeiro trimestre de 2025 para a porcentagem de -1,83% no calculado no mesmo período neste ano, tendo como base o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), o que impacta nos custos dos empreendedores.
Outro fator apontado, analisando o fator da demanda, é o critério da queda das taxas de desemprego em patamares historicamente baixos, apresentando 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026, o que contribuiu para manter o consumo sustentável das famílias.
A linha de atuação do IODE-PMEs se baseia na atividade econômica das empresas com faturamento anual de até R$ 50 milhões, acompanhando cerca de 750 segmentos distribuídos entre os setores de Comércio, Indústria, Infraestrutura e Serviços. No englobamento geral por segmentos, o setor industrial apresentou o avanço mais expressivo no primeiro trimestre, com as PMEs registrando uma expansão de 9,7% no faturamento médio real em relação ao mesmo período do ano anterior.
No setor de Serviços, as PMEs obtiveram resultado estável no primeiro trimestre, interrompendo o avanço verificado no segundo semestre de 2025, em que registrou crescimento médio de 4,4%. O destaque na análise recente se atribuiu para atividades profissionais, científicas e técnicas (notadamente Serviços de arquitetura e engenharia), saúde humana e serviços sociais e transportes.
No segmento de Comércio, o índice realça que o faturamento médio real das PMEs encerrou o primeiro trimestre de 2026 com retração de -0,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, configurando o quinto recuo consecutivo do setor na ótica trimestral. Na análise conjuntural dos termos propriamente físicos comerciais, enquanto o atacado se manteve no campo positivo, o varejo prospectou plano estável.
Desafios econômicos na trajetória das PMEs
Fatores econômicos influenciam no relevo de tendência das PMEs. O estudo do IODE-PMEs mostra que a alta nos preços dos combustíveis em março, decorrente da guerra no Irã, pressupõe a interseção de um desafio às PMEs, em razão da coerção nos custos no curto prazo em diversas cadeias produtivas.
A abordagem do órgão aponta que apesar do recente corte de juros do Copom (Comitê de Política Monetária), as taxas permanecem altas, refletindo nas restrições ao crédito, e diminuindo o raio de ação de expansão monetária das Pequenas e Médias Empresas (PMEs). A visualização do IODE-PMEs considera que as incertezas geopolíticas no Oriente Médio viabilizam o tom de cautela do colegiado do Copom.
Apesar do ambiente geral se transfigurar num movimento otimista, a confiança dos consumidores exibiu menor auxílio para o desempenho positivo das PMEs no período recente. Segundo a sondagem do consumidor da FGV IBRE, o índice de confiança apresentou, no período que compreende de janeiro e março de 2026, um recuo médio de 1,1% ao mês, na série dessazonalizada.
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