Valor do m² em Fortaleza supera R$ 9 mil e mantém trajetória de alta

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Mercado imobiliário acelera em abril de 2026, e Fortaleza registra alta de 1,04% nos preços, com valor médio de R$ 9.350 por metro quadrado. (Foto: Adobe Stock)

O mercado imobiliário brasileiro registrou alta de 0,51% nos preços de venda em abril de 2026, segundo o Índice FipeZAP de Venda Residencial, enquanto Fortaleza acompanhou o movimento e apresentou valorização de 1,04% no período, com preço médio de R$ 9.350/m². O resultado nacional indica aceleração frente aos meses anteriores, já que janeiro teve alta de 0,20%, fevereiro de 0,32% e março de 0,48%.


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No acumulado de 12 meses, o Índice FipeZAP registra alta de 5,63%, superando o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M/FGV), que avançou 0,61%, e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com 4,62%. Esse desempenho indica que o mercado imobiliário mantém valorização acima da inflação, enquanto diferentes tipologias de imóveis apresentam comportamentos distintos, com maior liquidez para unidades menores.

Os dados mostram que apartamentos de um dormitório alcançam preço médio de R$ 11.923/m², enquanto imóveis de dois dormitórios registram valor médio de R$ 8.778/m², o menor entre as tipologias analisadas. Essa diferença reflete a dinâmica de demanda, já que unidades compactas concentram maior interesse, sobretudo em centros urbanos e regiões com maior densidade populacional.

A valorização dos preços atingiu 55 das 56 cidades monitoradas pelo índice em abril, o que demonstra um movimento disseminado no país. Entre as capitais, Vitória (ES) lidera o ranking com R$ 14.818/m², seguida por Florianópolis (SC) com R$ 13.208/m² e São Paulo (SP) com R$ 12.019/m², enquanto o preço médio nacional ficou em R$ 9.769/m².

No ranking das cidades com maior valor por metro quadrado, Fortaleza aparece na 15ª posição, com R$ 9.350/m² e variação mensal de 1,04%, o que posiciona a capital cearense acima de cidades como Salvador (BA) e Osasco (SP).

Entre os destaques nacionais, Balneário Camboriú (SC) lidera com R$ 15.185/m², seguido por Itapema (SC) com R$ 15.179/m², enquanto cidades como Barueri (SP) e Curitiba (PR) também aparecem entre as dez mais caras. Por outro lado, Belém (PA) foi a única capital a registrar queda mensal, com recuo de 0,42%, embora acumule alta de 4,46% no primeiro quadrimestre de 2026.

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