Minuto Mercado | 04 de maio de 2026

mercado bolsa de valores Wall Street
Panorama do mercado global com os principais movimentos de bolsas, juros, moedas e indicadores que impactam investidores e empresas. (Foto: Envato Elements)

Os mercados globais iniciam a semana sob forte cautela, refletindo o acirramento do conflito entre EUA e Irã, que completa 66 dias. Após as fortes altas da última sexta-feira (1), que levaram o S&P 500 e o Nasdaq a novos recordes, os futuros de Wall Street operam em queda (Dow Jones cai 0,58%, S&P 500 recua 0,51% e Nasdaq cede 0,47%), pressionados por mais uma escalada geopolítica e pelas ameaças de tarifas dos EUA sobre os automóveis europeus.


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O petróleo Brent opera em forte alta, próximo de US$ 113 por barril, e os rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) sobem, com os de 10 anos sendo negociados a 4,43%. Neste ambiente, o ouro cai, o Bitcoin também recua e a moeda norte-americana avança frente ao real e a outras divisas de países emergentes.

O que mexe com o mercado

Trump anuncia escolta militar e Irã promete retaliar

No domingo, Trump revelou um plano dos EUA para “guiar” navios através do Estreito de Ormuz e ajudar os cerca de 20 mil marinheiros retidos no local, ao mesmo tempo que classificou as negociações com os iranianos como “muito positivas”. Em contrapartida, o Irã afirmou que a medida viola o cessar-fogo e que responderá com força. A escalada ameaça o abastecimento de petróleo, com o Brent já subindo em direção a US$ 113, e adiciona um forte prêmio de risco a uma série de ativos financeiros.

Varejo e indústria no radar com PMI nos EUA e na zona do euro

Mais cedo, o índice de gerentes de compras (PMI) industrial da zona do euro de abril caiu para 47,1 — ante 47,8 em março —, aprofundando a contração do setor. A leitura francesa ficou em 48,2, e a italiana, em 47,0. Mais tarde, serão divulgadas as leituras do PMI industrial dos EUA (S&P Global) e do ISM Manufacturing, que são aguardados com atenção nesta segunda e podem dar pistas sobre a direção da política monetária.

Xiaomi acelera aposta em veículos elétricos e avança sobre montadoras

A fabricante chinesa de smartphones aumentou sua meta de produção de veículos elétricos para o ano em mais de 25%, elevando o alvo para 500 mil carros, enquanto inaugura uma segunda linha de montagem. O movimento intensifica a concorrência no setor de veículos elétricos e acirra a guerra de preços na China, pressionando rivais como a montadora francesa Renault, que também anunciou recentemente expansão na região.

Boletim Focus eleva projeção da inflação de 2026 para 4,89%

O relatório do Banco Central divulgado nesta manhã mostra que a expectativa do mercado para o IPCA do ano que vem subiu para 4,89% (ante 4,86% da semana anterior), permanecendo bem acima do centro da meta oficial, de 3%. Ainda assim, a projeção para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026 foi mantida em 13,00%.

Dólar abre estável e Ibovespa ensaia recuperação

Em um dia de liquidez reduzida, descolando-se do exterior, o dólar comercial opera em queda de 0,33%, cotado a R$ 4,98. O Ibovespa sobe 0,80% no início do pregão, cotado a 188.832 pontos e aos poucos recuperando parte das perdas recentes em meio à correção do índice.

Trump ameaça impor tarifa de 25% sobre carros europeus

Em meio ao já conturbado cenário externo, o presidente norte-americano afirmou que vai elevar, já nesta semana, os impostos sobre importação de veículos da União Europeia de 15% para 25%. A declaração derrubou as ações de montadoras europeias, como BMW e Mercedes-Benz, e fez o setor cair 1,6% nos primeiros negócios, na expectativa de uma retaliação por parte do bloco.

Brasil no radar

O Ibovespa encerrou a sessão em queda de 0,61%, aos 189.579 pontos, pressionado pelo avanço do petróleo e pela cautela global. O dólar comercial caiu 0,31%, cotado a R$ 4,9823, o terceiro dia seguido de queda, refletindo a resiliência da moeda brasileira mesmo em meio à incerteza externa. Já os juros futuros operaram com viés de alta, acompanhando o movimento dos Treasuries no exterior. A ata do Copom, com decisão esperada para quarta-feira (29), é o principal evento doméstico da semana, em meio a expectativas de manutenção ou de um corte limitado de 0,25 ponto percentual.

Termômetro dos mercados

IndicadorValorVariação
S&P 500 futuros7.167 pts-0,51%
Nasdaq futuros27.595 pts-0,47%
Stoxx Europe 600611,98 pts-0,44%
Nikkei 22559.513 pts+0,38% (Fechado)
Petróleo BrentUS$ 112,59+4%
OuroUS$ 4.593-0,51%
Treasury 10 anos4,43%+1,97 bp
BitcoinUS$ 79.500*-1,1%

Fechamento — 1 de maio (sexta-feira)

ÍndicePontosVariação
Dow Jones49.499,27-0,31%
S&P 5007.230,12+0,29%
Nasdaq25.114,44+0,89%
Stoxx Europe 600611,55+0,04%
Ibovespa*187.317,64+1,39%

*Ibovespa fechado na última quinta-feira (30), devido ao feriado de 1° de maio. ***Os preços são baseados em dados da última sessão, referentes a 30 de abril de 2026.

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