Por que o petróleo Brent disparou com a saída dos Emirados da Opep?

petróleo e opep
Petróleo Brent fecha a US$ 111 com alta de 2,8% após tensão no Estreito de Ormuz e saída dos Emirados Árabes da Opep. (Foto: Magnific)

Os preços do petróleo Brent fecharam em alta na última terça-feira (28), diante das restrições de oferta no Estreito de Ormuz, enquanto o mercado reagiu à decisão dos Emirados Árabes Unidos de deixar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O movimento ocorreu em meio a incertezas geopolíticas no Golfo e elevou os contratos futuros, mesmo com o potencial aumento de produção fora do bloco. Além disso, a combinação entre oferta limitada e risco regional sustentou a trajetória de valorização ao longo do dia.


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Os contratos futuros do Brent para junho avançaram US$ 3,03, ou 2,8%, e encerraram a US$ 111,26 por barril, registrando o sétimo dia consecutivo de ganhos. Já o WTI (West Texas Intermediate) subiu US$ 3,56, ou 3,7%, a US$ 99,93 por barril, após ultrapassar brevemente os US$ 100 durante a sessão, nível não visto desde 13 de abril.

Os preços reduziram parte dos ganhos após os Emirados Árabes Unidos, quarto maior produtor da Opep+, anunciarem a saída do grupo a partir de 1º de maio. A decisão impacta a coordenação entre os países exportadores e gera dúvidas sobre o controle da produção global, enquanto também atinge a liderança exercida pela Arábia Saudita dentro da aliança ampliada.

Além disso, o cenário geopolítico permanece pressionado após Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, rejeitar a proposta iraniana para encerrar o conflito na região. De acordo com uma autoridade norte-americana, o plano não aborda o programa nuclear antes do fim das hostilidades, enquanto fontes iranianas apontam que disputas sobre navegação no Golfo seguem sem solução, o que mantém o risco elevado para o fornecimento global de petróleo.

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