A exportação de cera de carnaúba do Ceará cresceu 67,07% em 2024, atingindo 11,9 mil toneladas e movimentando US$ 76,9 milhões, frente aos US$ 49,4 milhões de 2022. O avanço consolidou o estado como líder nacional, com 71,19% das vendas externas brasileiras do produto.
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A participação da cera vegetal na pauta exportadora cearense também subiu, de 2,11% em 2022 para 5,24% em 2024, segundo Enfoque Econômico (Nº 304) – Desempenho da Produção de Cera Vegetal Cearense em Anos Recentes, publicado pela Diretoria de Estudos Econômicos (Diec) do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).

China como principal destino
O Ceará ampliou o número de países compradores, passando de 37 em 2022 para 46 em 2024. A China se manteve como principal destino das exportações, com 23,1% de participação, seguida pelos Estados Unidos (21,6%), Alemanha (19,1%) e Japão (9,6%). Esses quatro países responderam por mais de 73% das vendas externas cearenses do produto.

O crescimento sinaliza o aumento global da demanda por insumos sustentáveis e pela versatilidade da cera em setores como cosméticos, alimentos e indústria automotiva.
Produção e desafios
Mesmo com a alta nas exportações, a produção local registrou queda. Em 2024, o Ceará produziu 6,79 mil toneladas, o menor volume da série histórica. Ainda assim, manteve-se como o segundo maior produtor nacional, atrás apenas do Piauí, que respondeu por 51,2% da produção brasileira. O preço médio atingiu R$ 14,82 por quilo, movimentando cerca de R$ 100,5 milhões no estado.
Municípios líderes
A produção se concentrou principalmente no norte cearense. Granja liderou com 18,8% da produção estadual, seguida por Camocim (13%) e Santana do Acaraú (7,1%). Os dez maiores municípios produtores responderam por 62,9% da produção total, mostrando forte concentração geográfica e dependência regional da atividade.
A cera de carnaúba, conhecida por suas propriedades sustentáveis, é usada em alimentos, cosméticos, medicamentos e polimentos automotivos, além de aplicações técnicas em tintas, vernizes e plásticos. O desempenho de 2024 reforça o potencial do Ceará no comércio exterior e aponta espaço para investimentos em inovação e aumento da produtividade para sustentar o crescimento do setor.
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