Lula sanciona linha de crédito de R$ 30 bilhões para proteger produção nacional

Por: Redação | Em:
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Ações em três eixos: fortalecimento do setor produtivo; proteção aos trabalhadores; diplomacia comercial e multilateralismo. (Foto: Ricardo Stuckert)

O presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva assinou hoje (13) medida provisória que destina auxílio financeiro aos setores econômicos afetados pelas tarifas norte-americanas aos produtos brasileiros de exportação.


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O teor do documento cria uma linha de crédito no valor de R$ 30 bilhões com foco em empresas que foram prejudicadas com as sanções estadunidenses, que começou a vigorar no último dia 6 de agosto. O projeto é composto por ações em três eixos: fortalecimento do setor produtivo; proteção aos trabalhadores; e diplomacia comercial e multilateralismo.

As medidas direcionam os recursos ao Fundo Garantidor de Exportações (FGE) para crédito com taxas acessíveis, além de ampliar as linhas de financiamento às exportações; prorrogar a suspensão de tributos para empresas exportadoras; aumentar o percentual de restituição de tributos federais e facilitar a compra de gêneros alimentícios por órgãos públicos.

“Nós não queremos, no primeiro momento, fazer nada que justifique piorar a nossa relação com os EUA. Nesse momento, nós estamos tentando aproximar a relação, procurando o nosso parceiro. Eu já falei com a Índia, já falei com a China, já falei com a Rússia, vou falar com a África do Sul, vou falar com a França, falar com a Alemanha, eu vou falar com todo mundo”, discursou na ocasião Lula.

O planejamento da execução da proposta estava previsto desde o início da aplicação do tarifaço pelo presidente dos Estados UnidosDonald Trump. No entanto, ocorreram exceções, com o ajuste de isenção de cerca de 700 produtos brasileiros, o que equivale a 45% da pauta exportadora brasileira direcionada aos Estados Unidos.

“E nós queremos crescer mais, nós queremos vender mais e queremos comprar mais. Nós queremos aprender mais e queremos ensinar mais. É assim que o Brasil vai se transformar num país grande, é assim que a gente vai tentar procurar as nossas alternativas para que os Estados Unidos aprendam que democracia e respeito comercial e multilateralismo vale para nós e deve valer para eles”, explanou Lula.

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