Fundos de infraestrutura superam CDI e IMA-B em 12 meses

No acumulado de 12 meses, os FI-Infra lideram em retorno, registrando alta de 11,9%, superando fundos imobiliários e do agronegócio. (Foto: Envato Elements)

Os fundos de infraestrutura (FI-Infra) encerraram agosto com valorização de 1%, ficando atrás apenas dos Fiagros, que subiram quase 5% no mesmo período. No acumulado de 12 meses, porém, os FI-Infra lideram em retorno, registrando alta de 11,9%, superando fundos imobiliários, fundos do agronegócio, e até o CDI e o IMA-B, usados como referência em renda fixa.


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Esses fundos investem em debêntures incentivadas, títulos de dívida de médio e longo prazo emitidos por empresas privadas para financiar projetos de infraestrutura, como concessões de aeroportos, rodovias e portos. Esses investimentos são beneficiados por isenção de imposto de renda e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), concedida pelo governo para atrair recursos ao setor.

A principal vantagem dos FI-Infra é a isenção de imposto de renda não apenas sobre rendimentos, mas também sobre o ganho de capital na venda das cotas, benefício não disponível em fundos imobiliários e fiagros, que são tributados em 20%.

Investidores que optam por FI-Infra adquirem uma cesta diversificada de debêntures, reduzindo riscos e garantindo isenção tributária. As debêntures dos FI-Infra oferecem retorno atrelado ao IPCA mais uma taxa prefixada, que varia de IPCA + 6,7% a IPCA + 9,4%, com média de IPCA + 7,8%. Esse rendimento supera em 1,7 ponto percentual a taxa do Tesouro IPCA+ com vencimento em 2035, que é de 6,11%.

Embora não tenham a obrigação de distribuir dividendos, os FI-Infra adotam uma política similar à dos fundos imobiliários, com distribuição mensal de rendimentos. Nos últimos 12 meses, os FI-Infra mais negociados na bolsa distribuíram dividend yield entre 9,2% e 15,5%, com a maioria pagando acima de 10%.

O aumento da demanda por debêntures incentivadas e a maior participação do setor privado em investimentos de infraestrutura têm impulsionado o crescimento dessa classe de ativos. Há dois anos, o mercado contava com menos de 10 FI-Infra listados; hoje, são 20 fundos, com patrimônio líquido acima de R$ 12 bilhões.

*Com informações do portal Valor Investe

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