O Ceará iniciou a implantação do Programa de Proteção de Dados e Segurança da Informação (PPSI). Com a medida, o Estado se torna o primeiro do Brasil a adotar a estratégia. Antes disso, a Prefeitura de Fortaleza já havia implementado a iniciativa.
O lançamento ocorreu em um encontro virtual com representantes do Governo do Ceará e do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Além de apresentar o programa, a reunião alinhou as próximas etapas de execução.
A estratégia busca ampliar a maturidade dos órgãos estaduais em proteção de dados e segurança da informação. Para isso, o programa prevê um diagnóstico individualizado. Com base nos resultados, cada órgão deverá definir ações e planos de trabalho para aprimorar seus procedimentos.
Ceará busca referência nacional
Durante o encontro, Leonardo Ferreira, diretor de Privacidade e Segurança da Informação da Secretaria de Governo Digital do MGI, destacou o pioneirismo cearense. Segundo ele, a transformação digital e a expansão dos serviços públicos digitais tornam essa agenda estratégica.
O presidente da Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice), Hugo Figueirêdo, também ressaltou a necessidade de ampliar a segurança. Afinal, a expansão dos serviços digitais exige medidas compatíveis de proteção das informações e das estruturas tecnológicas.
Nesse contexto, o PPSI deverá ajudar o Estado a identificar sua situação atual e definir prioridades. Além disso, a iniciativa busca integrar as ações de segurança da informação e proteção de dados nos diferentes órgãos estaduais.
Governo estadual terá atuação integrada
A implantação também depende da participação das instituições estaduais. Por isso, Francisco Cavalcante, secretário executivo de Planejamento e Gestão Interna da Casa Civil, reforçou a importância do envolvimento de todo o Poder Executivo.
A Casa Civil deverá contribuir para ampliar essa participação. Ao mesmo tempo, a Etice e o Comitê Gestor de Segurança da Informação do Estado do Ceará (CGSI) atuarão na articulação das atividades.
Carlos Jorge Freitas, gerente de Segurança da Informação da Etice e integrante do CGSI, destacou a necessidade de integrar as áreas de segurança, proteção de dados e governança. Dessa forma, o programa poderá acompanhar a evolução digital do Estado de maneira coordenada.
A equipe do MGI também oferece apoio técnico à implantação. Nesse trabalho, Carla Pires ressaltou que o PPSI deve funcionar como um processo contínuo de evolução institucional. Assim, a iniciativa vai além do cumprimento de requisitos e busca fortalecer a governança e a gestão de riscos.
PPSI prevê diagnóstico e planos de trabalho
Após o encontro de abertura, o programa avança para a preparação dos órgãos participantes. Nas próximas semanas, estão previstos encontros para apresentar a metodologia, orientar os diagnósticos e elaborar planos de trabalho.
A partir dessa etapa, cada órgão poderá identificar pontos que precisam de melhorias. Em seguida, deverá estabelecer ações para elevar seu nível de maturidade em proteção de dados e segurança da informação.
O acompanhamento ocorrerá de forma contínua. Com isso, será possível avaliar os avanços ao longo do tempo e orientar novas medidas de aprimoramento.
Para a Etice e o CGSI, a implantação do PPSI fortalece a estrutura de segurança da informação do Ceará. Além disso, acompanha a expansão dos serviços públicos digitais e busca preparar a administração estadual para os desafios relacionados à proteção de dados.
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