A corrente de comércio bilateral envolvendo o Brasil e a índia subiu de US$ 5,6 bilhões para US$ 15,2 bilhões. A análise estatística avaliou o período que compreende de 2016 a 2025.
Ao passo que o levantamento é constatação do India-Brazil High-Level Business Reception que divulgou os dados nesta quinta-feira. A entidade é uma instituição que promove encontros corporativos envolvendo os dois países.
Além disso, a audiência aconteceu na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), também nesta quinta-feira. O representante da CNI e presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás, André Rocha, destacou que a parceria solidifica a inserção internacional das empresas brasileiras.
O gestor celebrou o iminente resultado econômico monetário, contudo, destacou que a conjuntura possui indícios para crescer ainda mais. Ele destaca que foram mapeados 400 produtos que podem ingressar no circuito nacional de exportação ao país asiático.
“Com uma agenda bilateral orientada para resultados, poderemos ampliar o comércio, os investimentos e a cooperação tecnológica entre os nossos países”, afirma.
A princípio, Rocha reforçou que conduzirá as pautas prioritárias do panorama à Cúpula dos Brics, prevista para acontecer em setembro. As demandas incluem a modernização do Acordo de Preferência Tarifária Mercosul-Índia, a redução de barreiras tarifárias e a simplificação aduaneira.
Ao mesmo tempo, o secretário de Comércio do país asiático, Shri Rajesh Agrawal, salienta que o encontro fortaleceu as principais agendas. Ele refere a quatros pilares estruturais que englobam investimento, inovação, integração e impacto.
Nesse ínterim, o gestor reforça que a complementaridade conectada das duas economias possibilita o incremento para a criação de cadeias de suprimentos. Shri Rajesh ressalta que existem setores que a sinergia ocorre de forma imediata.
Como resultado cita a união da excelência indiana em TI, a inteligência artificial e a farmacêutica. E na vertente brasileira, Shri Rajesh destaca a agricultura, exploração de minerais críticos e transição energética.
Embraer e WEG em sintonia com movimento bilateral
No entanto, na ocasião, representantes da Embraer e WEG participaram do ciclo de debates. A Embraer firmou parceria no sentido de abri um escritório local na Índia para transferência de tecnologia.
Ao passo que a WEG já possui portfólio de produção de motores no país asiático há 15 anos. Os executivos da corporação frisaram que o sucesso da relação bilateral depende diretamente de investimentos a longo prazo.
Em conclusão, a CNI elencou diretrizes para superar entraves e destravar o potencial econômico dos dois países. A entidade elaborou um conjunto de recomendações direcionadas ao circuito. Confira:
- Negociar um Acordo de Reconhecimento Mútuo entre os programas de Operador Econômico Autorizado, para simplificar procedimentos aduaneiros no comércio bilateral;
- Revisar barreiras comerciais que afetam o comércio bilateral, incluindo tarifas elevadas e exigências regulatórias em setores industriais estratégicos;
- Fortalecer iniciativas de Cooperação Regulatória Internacional (CRI) para reduzir entraves e ampliar o comércio em setores de interesse comum;
- Ampliar a digitalização do comércio bilateral, com adoção de documentos eletrônicos e novas tecnologias nos fluxos aduaneiros para agilizar as transações comerciais;
- Promover a cooperação entre iniciativas de política industrial do Brasil e da Índia, incluindo a Nova Indústria Brasil (NIB), o Programa Nacional de Desenvolvimento de Corredores Industriais da Índia (NICDP), a India Semiconductor Mission e a IndiaAI Mission;
- Aprofundar a cooperação em transição energética, com foco em biocombustíveis, hidrogênio verde, energia solar e descarbonização produtiva;
- Fomentar a cooperação em minerais críticos, incluindo mapeamento, exploração sustentável, beneficiamento, reciclagem e regulação.
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