ETFs de renda fixa ultrapassam modo de renda variável pela 1ª vez em junho  

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Na conjuntura, o modo renda fixa alcançou R$ 60,8 bilhões, suplantando o patrimônio de renda variável em R$ 55,8 bilhões. (Foto: Envato Elements)

Os aportes de ETFs (Exchange Traded Funds) de renda fixa superaram as aplicações de renda variável do mesmo gênero pela primeira vez, na constatação no mês de junho.

No período, o modo renda fixa alcançou R$ 60,8 bilhões, suplantando o patrimônio de renda variável em R$ 55,8 bilhões, registrados pelos pares de ações e outros ativos de renda variável.

Ao passo que os dados são uma constatação da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Além disso, na comparação com junho de 2025, o patrimônio dos ETFs de renda fixa, o qual contabilizou R$ 13,2 bilhões, mais do que quadruplicou. 

No total, somando ao quesito de renda variável, o segmento de fundos de índices dobrou no mesmo período, num patrimônio de R$ 116,6 bilhões.

Os ETFs funcionam como plataformas digitais que conectam o investidor à Bolsa de Valores, através de fundos negociados, com atribuições semelhantes aos mecanismos de ações.

Os ETFs de renda fixa chegaram ao mercado brasileiro em 2018, quase 15 anos depois do lançamento do primeiro fundo de índice de renda variável do país.  

Dicas para quem pretende ingressar no mercado de ETFs    

Nesse ínterim, apesar da conjuntura apresentar um panorama propositivo, o economista e CEO da Super-ETF Educação, Fábio Murad, relata que o circuito precisa avançar no entendimento dos fundos.

Ele destaca que o crescimento do mercado de ETFs no Brasil é um reflexo da busca por alternativas mais acessíveis e diversificadas.

Fábio aponta, ainda, como dica inicial é o critério de diversificar geograficamente.

“O mercado brasileiro é ótimo, mas não podemos nos limitar a ele. É preciso olhar para ETFs internacionais, especialmente os americanos, que oferecem um leque maior de ativos”, afirma.

A segunda dica do especialista insere no sentido de entender os fundamentos dos ETFs. Fábio destaca que não é essencial apreciar o retorno que ocorreu no passado.  

Ou seja, conforme ele, é preciso estar ciente sobre o que está por trás de cada fundo, assim como qual a sua composição e o impacto que pode ter na respectiva carteira.

“E por fim, a terceira dica é rebalancear sua carteira periodicamente. O mercado muda, e é fundamental ajustar sua alocação para garantir que seus investimentos continuem alinhados aos seus objetivos”, reforça.

O Super-ETF Educação é um programa educacional criado para ensinar pessoas a investir em Exchange Traded Funds (ETFs).

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