Ceará exporta cerca de 12% de todo o pescado brasileiro para o Canadá

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No período de janeiro a maio deste ano, o Ceará correspondeu por US$ 217,4 mil das exportações ao país norte-americano. (Foto: Envato Elements)

No período que compreende de janeiro a maio deste ano, o Ceará correspondeu por US$ 217,4 mil (11,9%) de todo o pescado brasileiro exportado para o Canadá.

Em termos de Brasil, o país exportou o US$ 1,82 milhão para o Canadá. As informações são uma constatação da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC).

O panorama do segmento no Ceará é gradativo, de 2023 a 2025, as exportações cearenses evoluíram de US$ 525 mil para US$ 2,05 milhões, alta de 291%.

Ao passo que na mesma época, o Brasil ampliou as vendas de US$ 2,7 milhões para US$ 7,3 milhões, crescimento de 167%.

A princípio, a CCBC promove articulação no aspecto de fomentar a utilização do Atlântico nos negócios, interligando o Ceará e a província canadense de Nova Scotia.

Atualmente, o Ceará concentra cerca de 25% das exportações brasileiras de pescado e movimentou US$ 93,8 milhões em 2024.

Além disso, o estado lidera a produção nacional de aquicultura marinha e responde por mais da metade da produção do Nordeste.

O desempenho pontuou o estado no radar global da Economia Azul. Segundo Igor Gonçalves, coordenador do Chapter Ceará da CCBC, a complementaridade mercadológica incentivou a aproximação.

Ele menciona que a Economia Azul permite resultados mais rápidos ao integrar comércio, tecnologia e inovação num mesmo ecossistema.

No Canadá, o órgão aproxima instituições de referência em Nova Scotia, nas entidades que lideram pesquisas em gestão pesqueira, biodiversidade marinha e inovação aplicada ao setor.

Por exemplo no circuito, a Dalhousie University, o Bedford Institute of Oceanography e o COVE, hub de tecnologia oceânica no Porto de Halifax.

Itens de exportações e importações

Ao que consiste nos itens, o Canadá compra do Brasil espécies tropicais e produtos premium como pargo congelado, atum, lagosta e tilápia. O pargo (Lutjanus purpureus) lidera as exportações cearenses para o país.

Por outro lado, o Brasil importa principalmente vieiras congeladas, que representam cerca de 90% das compras de pescado canadense.

A proposta de agregação conectando os países envolve processamento de pescado, intercâmbio tecnológico e atração de investimentos bilaterais.

Ou seja, também visa proporcionar viabilidades para instalação de unidades de processamento no Canadá com participação de empresas brasileiras, estruturas com intuito de ampliar o acesso a outros países.

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