O Brasil consolida-se como parceiro comercial com a China, porque conforme dados, as importações brasileiras com o país asiático somaram US$ 38,5 bilhões no 1º semestre do ano. O montante representa alta de 8% em relação ao mesmo período de 2025.
O levantamento é uma constatação da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).
A conjuntura no período representa 27% de todas as compras externas realizadas pelo Brasil, quantidade que representa o dobro da participação registrada aos produtos dos Estados Unidos.
Ao passo que um dos setores que alavancaram o segmento se pontuam no segmento de veículos eletrificados chineses, o qual assinalou a quantia de US$ 2,79 bilhões.
O panorama de desembarques de automóveis da China correspondeu a 15% das compras brasileiras do comércio asiático na balança comercial.
Companhia opera em cidade portuária da China
O Grupo Vellore, conglomerado paranaense que atua nos segmentos de materiais de construção, iluminação, ferramentas e agronegócio possui sólida ligação comercial com a Ásia.
Ou seja, a companhia mantém na respectiva sede um portfólio de 1.200 produtos em componentes e itens acabados trazidos do continente.
Além disso, a empresa opera um escritório corporativo próprio na cidade portuária de Ningbo, um dos principais polos industriais da China.
Com isso, a gestão da companhia possui a expectativa de triplicar o faturamento até 2030.
O CEO do Grupo Vellore, Laufran Wosniak, relata que o êxito de um circuito comercial mundial delineia na interlocução presencial.
“O sucesso de uma operação internacional de grande escala não se resume mais a encontrar uma fábrica e aguardar o contêiner no porto. Exige presença física e governança em toda a esteira de produção”, realça.
A Vellore destaca que a estrutura chinesa dispõe de acompanhamento diário dos cronogramas fabris, a realização de testes laboratoriais e inspeções de lotes.
A princípio, Wosniak avalia que a competitividade, a capacidade de inovação e a velocidade para responder às tendências de mercado são os chamarizes da indústria chinesa.
“Contudo, os riscos logísticos, a variação cambial e a conformidade com as normas técnicas nacionais, como as exigências do Inmetro, demandam um controle que não pode ser feito à distância”, reforça.
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