Os dividendos de empresas brasileiras cresceram 9% no 1º trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado.
A constatação pertence à primeira edição do Índice Global de Dividendos e Recompras de Ações da Janus Henderson Investors, divulgado nesta terça-feira (21).
Segundo o levantamento realizado com 1.500 empresas mundiais, as corporações brasileiras distribuíram US$ 6,3 bilhões em dividendos. O resultado cravou o país na 11ª do ranking mundial.
De acordo com a apuração, a Vale obteve a melhor pontuação do país, assinalando crescimento de 34,6% dos proventos na análise avaliando 12 meses.
Dividendos são uma distribuição de parte dos lucros de uma empresa para os acionistas. No mercado de capitais, são expressos como um valor por ação ou uma porcentagem do lucro da empresa.
No critério continental, as empresas da América Latina aplicaram no panorama cerca de US$ 10,5 bilhões em dividendos no primeiro trimestre de 2026.
Conjuntura que representa aumento de 15% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
O Brasil lidera o ranking com o suporte da Vale, porém o México obteve retorno com os dividendos na mineração, alcançando US$ 1,4 bilhão, liderado pelo Grupo México, crescimento de 36,4%.
No mundo, dividendos obtiveram crescimento de US$ 424,5 bilhões
A pesquisa apontou que no quesito internacional, a distribuição de dividendos denota aumento para US$ 424,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026.
Como resultado crescimento de 10,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. A divisão estabeleceu incrementos significativos na América do Norte, Europa, Japão e Reino Unido.
No primeiro trimestre, as recompras globais atingiram US$ 425,7 bilhões, leve percentual acima dos pagamentos de dividendos, no entanto, queda de 3,1% em relação ao mesmo período de 2025.
A América do Norte domina os retornos globais aos acionistas. Os EUA contribuíram com US$ 183,5 bilhões em dividendos, patamar que representa 46,3% do total do índice.
Saiba Mais:
Dividendos: confira as 10 ações com maior retorno ao acionista
Tributação sobre dividendos compensará nova faixa de isenção do IR