As obras da ferrovia Transnordestina avançam no sertão central do Ceará. Até o final do ano três lotes estratégicos do ramal cearense serão finalizados.
Em evidência, parcela do trecho que conecta o município de Caucaia ao Porto do Pecém (lote 11).
Atualmente, em execução o lote seis, na fusão Quixeramobim-Quixadá, e no prosseguimento logístico, o lote sete, que equivale de Quixadá a Itapiúna.
Ao passo que os lotes 4 e 5 já foram entregues, que interligam os municípios de Acopiara, Piquet Carneiro e Quixeramobim.
Além disso, o englobamento é um circuito que atinge um total de 120 km de inaugurações adicionais previstas para 2026.
Agora, notabiliza-se que todos os trechos da Transnordestina no Ceará já estão em obras.
A expectativa da concessionária que constrói a ferrovia, a Transnordestina Logística S/A, no âmbito de finalizar o traçado total, é que a fase 1 seja entregue até o final de 2027.
Ou seja, a etapa 1 compreende a interligação de São Miguel do Fidalgo (PI) ao Porto do Pecém (CE).
*Com informações do Diário do Nordeste
Viabilidade econômica
Um dos propósitos econômicos da estrutura ferroviária consiste de acionar a integração da região de Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e também estudos de intersecção ao Arco Norte.
O Arco Norte é o sistema logístico que escoa produção agrícola e mineral dos estados de Amazonas, Pará, Rondônia, Amapá e Maranhão.
Em análise da Infra S.A, órgão vinculado ao Ministério dos Transportes, estudos que viabilizem a conexão da Transnordestina a Ferrovia Norte Sul.
As pontuações são do ministro dos Transportes, George Santoro.
Este panorama será viável, conforme a conclusão de toda a extensão da ferrovia, no ponto introdutório fulcral econômico, na mesorregião do sudoeste piauiense, o município de Eliseu Martins.
Esta configuração é a fase 2, e está prevista para ser finalizada em 2028.
Infraestrutura logística e econômica de transporte do Nordeste
O núcleo de transporte é um eixo fundamental para o desenvolvimento de uma localidade.
Aplicações no Nordeste num grau de 10% nos investimentos no setor resultam no acréscimo de 0,7% no Produto Interno Bruto (PIB) per capita da região.
A constatação é um estudo elaborado por Fernando Luiz Emerenciano Viana, coordenador de Estudos e Pesquisas, Célula de Estudos e Pesquisas Setoriais, BNB/Etene.
Segundo consta, o segmento de transportes do Nordeste é fator que desencadeia cerca de 39% das exigências plenas de investimentos para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, até 2030.
O estudo destaca que legislações vigentes como a Lei dos Portos e o Marco Legal das Ferrovias, incentivam a migração do financiamento público para o mercado de capitais.
Na prática, já em 2015, conforme a análise, efetivou-se a possibilidade de transição no critério de investimentos em infraestrutura de transportes, no quesito financiamento.
A avaliação assinalou que ocorreu paulatinamente uma transferência baseada na disponibilidade de recursos públicos, a denominada bank-based.
Delimitação que transitou a um formato de financiamento segundo as regras de capital próprio privado, sobretudo os títulos de dívida, o chamado market-base.
Neste contexto, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), multinacional brasileira, pôde ingressar nos ativos de financiamentos públicos.
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) coordena as ações da concessionária da ferrovia Transnordestina, a Transnordestina Logística S/A (TLSA).
Reflexo do contexto, o Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou, em julho de 2022, a retomada de aportes de fundos públicos para as obras da malha Piauí – Ceará da nova Transnordestina.
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