A indústria cearense encerrou os quatro primeiros meses de 2026 com saldo positivo de 1.975 empregos formais. O resultado representa a diferença entre admissões e desligamentos no período e coloca o Ceará na segunda posição do Nordeste em geração de vagas industriais, atrás apenas da Bahia.
Além disso, o estado contabilizou 285.465 empregos formais ativos na indústria entre janeiro e abril. Com esse desempenho, o Ceará ocupou a terceira colocação entre os estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste com maior número de trabalhadores empregados no setor. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Indústria de transformação lidera
A indústria de transformação respondeu pela maior parte do saldo positivo registrado no período. Segundo análise da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), o segmento gerou 1.738 novas vagas e concentrou 259.251 trabalhadores formais.
Entre os setores que mais criaram empregos, destacam-se produtos minerais não metálicos, com 440 vagas. Em seguida aparecem produtos de metal, com 243 postos, confecção de vestuário e acessórios, com 241, produtos alimentícios, também com 241, e manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos, com 239 vagas.
Ceará mantém destaque regional
Para Danilo Serpa, presidente da Adece, os indicadores refletem o fortalecimento do ambiente de negócios no estado.
“Os resultados confirmam o Ceará consolidado como um ambiente favorável para a atração de investimentos e expansão da atividade industrial.”
Danilo Serpa, presidente da Adece
“Cada nova vaga gerada representa mais oportunidades para os cearenses. São resultados que conseguimos mensurar não apenas em estatísticas, mas nas visitas às próprias indústrias e ouvindo cada empresário”, ressalta.
Indústria calçadista concentram empregos
Entre os segmentos industriais com maior número de trabalhadores empregados, o setor calçadista lidera com 67.637 profissionais.
Na sequência aparecem produtos alimentícios, com 44.022 trabalhadores, confecção de vestuário e acessórios, com 39.673, produtos minerais não metálicos, com 14.325, e produtos têxteis, com 13.880 empregados.
Ao mesmo tempo, o desempenho reforça a relevância da cadeia calçadista para a economia estadual. O setor concentra a maior força de trabalho da indústria cearense e mantém posição de destaque no cenário nacional.
Setor reforça liderança
Segundo Brígida Miola, secretária executiva da Indústria da Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Ceará (SDE), os números demonstram a competitividade das principais cadeias produtivas do estado.
“Esses resultados demonstram a capacidade do estado de atrair investimentos, fortalecer suas cadeias produtivas e transformar crescimento industrial em oportunidades concretas para a população cearense”, destaca.
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